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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Quem foi o Nhô Tonico?

Olá pessoal, tudo bem?
A pedido de um leitor nosso, hoje falaremos sobre o Nhô Tonico, nome que usava em suas dedicatórias.


Antônio Carlos Gomes

Nascido em Campinas, foi compositor de ópera. Aprendeu clarineta, violino e piano.

Sua vida foi bastante marcada pela dor. Perdeu sua mãe quando era pequeno e passou muita necessidade por pertencer a uma família grande (25 irmãos).

Seu pai, que era músico, formou uma banda com seus filhos, e é a partir daí que Carlos Gomes inicia seus passos no universo artístico.

★ 11 de Julho de 1836
 † 16 de Setembro de 1896




Alguns anos depois, Carlos Gomes substitui seu pai na banda, fazendo suas primeiras apresentações em bailes e concertos. Nessa época, Carlos Gomes alternava o tempo entre o trabalho numa alfaiataria costurando calças e paletós, e o aperfeiçoamento dos seus estudos musicais. Aos quinze anos de idade compôs valsas, quadrilhas e polcas (dança oriunda da República Tcheca).

Aos dezoito anos, em 1854, compôs a primeira missa, Missa de São Sebastião, dedicada ao pai e repleta de misticismo. Na execução cantou alguns solos. A emoção que lhe embargava a voz comoveu a todos os presentes, especialmente ao irmão mais velho, que lhe previa os triunfos. Em 1857 compôs a modinha Suspiro d'Alma, com versos do poeta romântico português Almeida Garrett.

Ao completar 23 anos apresentou vários concertos com o pai. Ainda moço, lecionava piano e canto, dedicando-se, sempre, com afinco, ao estudo das óperas, demonstrando preferência por Giuseppe Verdi. Era conhecido também em São Paulo, onde realizava frequentemente concertos e, onde compôs o Hino Acadêmico, ainda hoje cantado pela mocidade da Faculdade de Direito. Aqui recebeu os mais amplos estímulos e todos, sem discrepância, apontavam-lhe o rumo da Corte, em cujo conservatório poderia aperfeiçoar-se. Todavia, Carlos Gomes não podia viajar porque não tinha recursos.

Principais composições:

  • A noite do Castelo (1861)
  • Joana de Flandres (1863)
  • O Guarani (1870)
  • Fosca (1873)
  • O Escravo (1889)
  • Condor (1891)
  • Colombo (1892)


Sua primeira ópera foi no dia 4 de setembro de 1861, no Teatro da Ópera Nacional, A Noite do Castelo. O primeiro trabalho de fôlego de Antônio Carlos Gomes, baseado na obra de Antônio Feliciano de Castilho. Constituiu uma grande revelação e um êxito sem precedentes, nos meios musicais do País. Carlos Gomes foi levado para casa em triunfo por uma entusiástica multidão, que o aclamava sem cessar, o Imperador também entusiasmado com o sucesso do jovem compositor, agraciou-o com a Imperial Ordem da Rosa.

Carlos Gomes conquistou logo a Corte. Tornou-se uma figura querida e popular. Seus cabelos compridos eram motivo de comentários, e até ele ria das piadas. Certa vez, viu um anúncio, que fora emendado: de "Tônico para cabelos", fizeram "Tonico, apara os cabelos!". Virou-se para seu inseparável amigo Salvador de Mendonça e disse, sorrindo: - Será comigo?


Foi presenteado por Dom Pedro II com uma bolsa de estudos em Milão, na Itália, em 1863, onde se formou com o diploma de maestro três anos mais tarde. Ganha projeção internacional ao apresentar no Teatro Scala de Milão a ópera O Guarani (1870), baseada no romance de José de Alencar. É condecorado pelo nosso Imperador com a Ordem da Rosa, a comenda máxima do Império. No ano seguinte casa-se com a italiana Adelina Peri, com quem teve uma união conturbada, tiveram cinco filhos, três morreram prematuramente.

Com a morte de Mário, um dos filhos do casal, o compositor entrou em profunda depressão e mudou-se para Gênova. "Mário, subindo ao céu, aos cinco anos, me deixou na terra infeliz para toda a vida", escreveu o músico.

Em 1866, recebeu Carlos Gomes, de novo no Brasil, uma justa consagração na Bahia, onde, a pedido do grande pianista português, Artur Napoleão, compôs o Hino a Camões, para o Quarto Centenário Camoniano, executado simultaneamente ali e na Corte, com grande sucesso.

De volta à Itália, compôs a grande ópera Lo Schiavo, que entretanto, por vários motivos, não pôde ser representada ali. Foi levada à cena, pela primeira vez, em 27 de setembro de 1887, no Rio de Janeiro, em homenagem à Princesa Isabel, a Redentora, com esplêndido sucesso. Interessante dizer que a abertura desta ópera, Alvorada, foi composta na Ilha de Paquetá, no Município do Rio de Janeiro, onde se encontra um busto de Carlos Gomes, pouco conhecido.



Em 3 de fevereiro de 1891, outra vez na Itália, Carlos Gomes estreia, no Scala de Milão, a ópera Condor, com grande êxito, pois, nessa peça, apresentara uma nova forma, muito mais próxima do recitativo moderno.

O tumor maligno na língua e garganta que o levaria ao túmulo, nessa época, fazia-o sofrer dolorosamente. Todavia, as desilusões, as decepções, a ingratidão de seus compatriotas e as dores físicas ainda não lhe haviam quebrado a resistência. Ainda estava à espera de sua nomeação para o cargo de diretor do Conservatório de Música, no Brasil. Nesse tempo foi proclamada a República, e seu grande amigo e protetor, Dom Pedro II, é exilado, com grande mágoa de Carlos Gomes. Compôs, ainda, Colombo em 1892, um poema sinfônico.

Finalmente, após tanto sofrimento, chegou-lhe um convite. Lauro Sodré, então governador do Pará, pediu-lhe para organizar e dirigir o Conservatório daquele Estado. Carlos Gomes volta para a Itália, a fim de pôr em ordem suas coisas, despedir-se dos filhos e reunir elementos para uma obra grandiosa que, apesar de seu estado, sempre mais grave, ainda conseguiu realizar. Amigos aconselharam-no a fazer uma estação em Salso Maggiore, mas ele desejava partir, quanto antes, para sua pátria. Chegou a Lisboa, por estrada de ferro, e recebeu comovedora homenagem. A 8 de abril de 1895, nessa mesma cidade, sofre a primeira intervenção cirúrgica na língua, sem resultados animadores. Embarca, no vapor Óbidos, para o Brasil. De passagem por Funchal, tem o prazer de reabraçar seu velho amigo André Rebouças, ali exilado.

No dia 11 de julho, data de seu aniversário, as homenagens tributadas ao compositor davam a medida da afetividade que inspirava. Em vários pontos da cidade ouviam-se os acordes da protofonia de O Guarani, e os jornais alimentavam a dor pública com o relatório constante do agravamento do estado geral do compositor. Estava montado o cenário onde aconteceria a representação final do pathos do artista genial, do brasileiro ilustre, do consagrado testa di leone (cabeça de leão, devido à farta cabeleira), como algumas publicações italianas o chamavam. Cercado por autoridades e amigos, com o governador Lauro Sodré à cabeceira, Carlos Gomes morreu às 22 horas e 20 minutos de 16 de setembro de 1896. Seu corpo foi embalsamado, fotografado e, em seguida, exposto à visitação pública, cercado de flores e objetos como partituras e instrumentos, bem de acordo com a idealizada "morte bela" do Romantismo.


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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Quem foi Quitéria?

Olá pessoal, tudo bem?
Hoje falaremos sobre uma pessoa importante na nossa História, que muitas vezes ignoramos e não lemos só pela simples falta de conhecimento/divulgação. A heroína da Independência.

Maria Quitéria de Jesus Medeiros

Nasceu na cidade de Feira de Santana, foi a primeira mulher a assentar praça numa unidade militar das Forças Armadas Brasileiras, durante o Império Brasileiro. Primeira a entrar em combate pelo Brasil, em 1823, nas Guerras da Independência do Brasil.

Baiana, filha de portugueses nascidos no Brasil (época Colonial). Perdeu a mãe aos dez anos de idade.

Quitéria sabia montar, caçar e usar armas de fogos, que eram os conhecimentos essenciais naquela época.

No início das agitações contra o domínio de Portugal, Quitéria foi transferida em 1822 para Salvador com as tropas portuguesas.


★ 27 de Julho de 1792
 † 21 de Agosto de 1853





Quitéria defendia ativamente o movimento pró-independência da Bahia, enviando emissários a toda a Província em busca de adesões, recursos e voluntários para formação de um "Exército Libertador".

Tendo o velho Gonçalo, Maria Quitéria pediu-lhe autorização para se alistar. Sendo o pedido negado pelo pai, Maria Quitéria fugiu, dirigindo-se à casa de sua meia-irmã, Teresa Maria, casada com José Cordeiro de Medeiros, e, com o auxílio de ambos, cortou os cabelos. Vestindo-se como um homem, dirigiu-se à vila de Cachoeira, onde alistou-se no Regimento de Artilharia sob o nome de Medeiros, ali permanecendo até ser descoberta pelo pai, duas semanas mais tarde.

Defendida pelo Major José Antônio da Silva Castro (avô do poeta Castro Alves), comandante do Batalhão dos Voluntários do Príncipe (popularmente apelidado de "Batalhão dos Periquitos", devido aos punhos e gola de cor verde de seu uniforme), em virtude de sua facilidade no manejo das armas e de sua reconhecida disciplina militar, foi incorporada a esta tropa. Seu uniforme, foi acrescentado um saiote à escocesa.

No dia 29 de outubro seguiu com o seu Batalhão para participar da defesa da Ilha de Maré e, logo depois, para Conceição, Pituba e Itapoã, integrando a Primeira Divisão de Direita. Em fevereiro de 1823, participou com bravura do combate da Pituba, quando atacou uma trincheira inimiga, onde fez vários prisioneiros portugueses (dois, segundo alguns autores), escoltando-os, sozinha, ao acampamento.

Em 31 de março, no posto de Cadete, recebeu, por ordem do Conselho Interino da Província, uma espada e seus acessórios.

Finalmente, em 2 de julho de 1823, quando o "Exército Libertador" entrou em triunfo na cidade do Salvador, Maria Quitéria foi saudada e homenageada pela população em festa. O governo da Província dera-lhe o direito de portar espada, e, na condição de Cadete, envergava uniforme de cor azul, com saiote por ela elaborado, além de capacete com penacho.

"Querendo conceder a D. Maria Quitéria de Jesus o distintivo que assinala os Serviços Militares que com denodo raro, entre as mais do seu sexo, prestara à Causa da Independência deste Império, na porfiosa restauração da Capital da Bahia, hei de permitir-lhe o uso da insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro". General Pedro Labatut

Foi promovida a alferes. Aproveitou o momento durante a condecoração da Imperial Ordem do Cruzeiro, pedindo pessoalmente ao Imperador que enviasse uma carta ao pai dela pedindo que a perdoasse por sua desobediência. Após seu pai a perdoar, casou-se com o lavrador Gabriel Pereira de Brito, com quem teve uma filha, Luísa Maria da Conceição. Mudou-se depois com a filha para Salvador, onde morreu quase cega.


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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Quem foi o Conde de Mota Maia?

Olá pessoal, tudo bem?
Então, vocês o conhece? Deixe lhe apresentá-los!

Cláudio Velho da Mota Maia


Nasceu na cidade de Itaguaí, no Rio de Janeiro. Foi médico e professor

Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1875, recebeu do Governo Imperial uma bolsa para se formar na Faculdade de Medicina em Paris.

Foi professor de Medicina Operatória na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro; de Anatomia Topográfica, Operações e aparelho, também professor de e também de Anatomia e fisiologia na Academia de Belas Artes.

Foi um dos encarregados da reforma do ensino de medicina, em 1878, que adotou o modelo germânico em substituição ao francês, propondo o ensino prático e livre, favorecendo o ensino farmacêutico.


No dia 04 de maio de 1880 foi nomeado médico da Casa Imperial.



Foi amigo fiel de Dom Pedro II, que após a Proclamação, os acompanhou em exílio (Dom Pedro II e sua família) permanecendo até o dia da morte do Imperador, em Paris.

Família imperial a bordo do Gironde, em 1887. Acervo: Museu Imperial


Barão em 06 de fevereiro de 1886
Visconde em 20 de junho de 1887
Conde em 08 de agosto de 1888


Curiosidades sobre Cláudio:
  • Breves apontamentos para o estudo do ensino médico em Paris, 1876 
  • Contribuição para o estudo dos progressos da histologia na França, 1877
  • Estudo sobre o ensino médico na Áustria e Alemanha, 1877
  • Memória histórica da faculdade de medicina do Rio de Janeiro, relativa ao ano letivo de 1878, 1878
  • Note sur la structure et la signification morphologique des glandes estomacales de la cistule, 1876
  • Ovariotomia; Febre intermintentebiliosa dos países inter-tropicais; Morte real e morte aparente; 1866
  • Tratamento cirúrgico do estrangulamento intestinal interno; 1871
  • Patrono da cadeira 22 na Academia Nacional de Medicina.

 
★ 14 de abril de 1843
 † 07 de novembro de 1897


"Lamentavelmente poucos avaliam a importância deste grande brasileiro, profissional competente, de invulgar inteligência, com o coração cheio de amor e fidelidade para com o Imperador e sua família."


E as pessoas ainda insistem em dizer que Monarquia é retrocesso, o Governo Imperial investir nos cidadãos para que tenham estudo é um baita atraso de vida, não é mesmo? (só que não).





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Quem foi o Príncipe da Beira?

Olá pessoal, tudo bem?
Visitei, recentemente, o Museu Imperial em Petrópolis - aqui no Rio de Janeiro. Conversando e caminhando por aquele belíssimo museu, deparei-me com a pintura do Príncipe da Beira e isso me alertou de que eu deveria falar sobre ele.


José Francisco Xavier de Paula Domingo António Agostinho Anastácio de Bragança ou José, Príncipe do Brasil.

Nascido no Palácio da Ajuda, em Lisboa. Foi titulado como Príncipe da Beira por ser avô materno assim que nasceu.

Foi educado por tutores com a indicação de seu avô Dom José I.

No dia 21 de fevereiro de 1777, casou com sua tia materna, a infanta Maria Francisca de Bragança. Nessa época José tinha 15 anos e sua tia, trinta anos. Um casamento sem filhos.

Três dias após seu casamento, seu avô Dom José I falece e sua mãe D. Maria I (ou Maria louca) assume ao trono. Com isso, José se torna o novo príncipe herdeiro da coroa, ou seja, passou a ser o Príncipe do Brasil.




Teve os seguintes títulos:

8º Príncipe do Brasil
2º Príncipe da Beira
14º Duque de Bragança
8º Duque de Barcelos
13º Marquês de Vila Viçosa
21º Conde de Barcelos
18º Conde de Ourém
15º Conde de Arraiolos
15º Conde de Neiva


Infelizmente José falece muito novo e é este o ponto que acho 'interessante' para ser divulgado para as pessoas.

O Príncipe da Beira faleceu por causa da varíola, só que isso poderia ter sido evitado se a mãe permitisse que os médicos lhe aplicassem a vacina. Porém, D Maria I não aceitou nenhum intervenção da ciência, dizia que se Deus quisesse que seu filho morresse, que ninguém devia interferir na vontade divina. Seu corpo está sepultado no Panteão dos Braganças, em Vicente de Fora - Lisboa.

Sendo assim, o novo herdeiro do trono é Dom João VI...


Calma, gente, tem mais! Em breve postaremos sobre o medroso João VI.
Enquanto não fica pronto, faça um 'tour' pelo nosso blog.

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sexta-feira, 4 de março de 2016

Quem foi Dionísia Gonçalves?

Olá pessoal, tudo bem?
Depois de ficar semanas fazendo o texto que postei ontem, sobre as coisas ruins do Brasil, volto com as postagens Históricas.

A pedido, falarei a sobre a poetisa, escritora e educadora. Ela que abriu caminho para o feminismo no Brasil.



Dionísia Gonçalves Pinto, mais conhecida por seu pseudônimo Nísia Floresta Brasileira Augusta, nascida em Papari, no Rio Grande do Norte. Filha de um português com uma Brasileira. Dionísia incorporou para seu nome artístico o lugar onde nasceu (a fazenda Floresta) e uma lembrança de seu segundo marido, Manuel Augusto de Faria Rocha, pai de sua filha, Lívia Augusta.






  • Seus primeiros passos na literatura foi a publicação de uma série de artigos sobre a condição feminina em um jornal pernambucano. 
  • Dirigiu um colégio para meninas.
  • Com o advento da Guerra dos Farrapos, Nísia se muda para o Rio de Janeiro, onde dirige os colégios Brasil e Augusto, reconhecidos pelo alto nível de ensino
  • Em 1849, leva a filha, que se acidentou gravemente, para a Europa, fixando-se em Paris. Em 1853, publicou Opúsculo Humanitário, uma coleção de artigos sobre a emancipação feminina.
  • Esteve de volta ao Brasil entre 1872 e 1875, mas pouco se sabe de sua vida nesse período. Em 1878, publica seu último trabalho: Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques.

Nísia faleceu em 1885 de pneumonia, aos 75 anos, na França. Seus restos mortais só foram trazidos ao Brasil quase 70 anos depois, em 1954, e foram enterrados no sítio onde nascera, na cidade que fora rebatizada de Nísia Floresta logo após a sua morte.

Apesar da grande importância histórica e cultural de sua obra, Nísia Floresta é pouco conhecida. “Infelizmente, a falta de divulgação da obra de Nísia tem sido responsável pelo enorme desconhecimento de sua vida singular e de seus livros considerados de grande valor”, diz Veríssimo de Melo em seu livro sobre personalidades da Academia Norte-Riograndense de Letras.


Aqui sob esta abóbada

Aqui sob o zimbório, onde um santo viveu,
Eu scismo sobre o nada... E a lama entristeceu...
E vem-me ao coração, assim, desilludido,
Santa recordação do meu filho querido...
A lembrança dos meus é orvalho enluarado
Suavizando o calor do meu peito abrazado.
Da vida no espinhal, de minha mãe a imagem
É perfume de flor, é verde de ramagem...
Branca e doce visão aos pés do altar pendida,
Intercedendo aos céos pela filha dorida,
Que chora de amargor, ante o vício e o peccado,
Enquanto escuta da alma um som nunca estudado...
Brando e divino som, que ao coração me vem
Como resteas do sol, como um sopro do Bem...
Seria a tua prece, ó mãe, o teu cicio
Que em mim repercutindo, eu sinto que allivio?
Deus fazendo vibrar seraphica oração,
Harmonia do céo, dentro do coração?
Ó mãe, esposo e pae, ó trindade primeira,
Que eu recordo, entre o crepe e a flor da laranjeira,
Como estrellas brilhando em rosários de luz,
Um clarão derramai aos pés da minha Cruz!...

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Quem foi o Braille ?

Olá pessoal, tudo bem?

Para quem ainda não leu, no ano passado tivemos uma postagem sobre o método braille.
Hoje falaremos sobre o inventor desse método de escrita que facilitou muito às pessoas cegas e com baixa visão.

Louis Braille - francês que criou o sistema de leitura para cegos, o braille.

Quando pequeno, Louis fere seu olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda, causando uma infecção que acabou se espalhando pelo olho direito, causando cegueira total.

"Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma."

★ 04 de Janeiro de 1809
 † 06 de Janeiro de 1852







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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Hoje na História: o Magnânimo

Olá pessoal, tudo bem?

01 de janeiro de 1707 - data da coroação de Dom João V, reinando até a sua morte.

Quem foi?


João Francisco António José Bento Bernardo de Bragança, o Magnânimo, foi vigésimo-quarto Rei de Portugal.

Seu reinado durou 43 anos, época mais rica da Historia para Portugal, que marcou a descoberta do ouro no Brasil.

Seu reinado foi marcado pela Guerra da Sucessão Espanhola
e a Batalha de Matapão.




★ 26 de Outubro de 1689
 † 31 de Julho de 1750





09 de Junho de 1708 -  casou-se com Maria Ana de Aústria, com quem teve 6 filhos.

  • Dona Maria Bárbara de Bragança - casou com o Príncipe de Astúrias - Dom Fernando - que subiu o trono de Espanha como Fernanda VI;
  • Dom Pedro - falecido aos 2 anos de idade;
  • Dom José I - que sucedeu ao trono de Dom João V;
  • Dom Carlos - título de infante;
  • Dom Pedro III de Portugal - casou-se com "A Piedosa";
  • Dom Alexandre - falecido aos 5 anos de idade;

Dom João V também teve filhos fora do casamento:

  • Dona Maria Rita - filha com Dona Luísa Clara de Portugal, que nasceu e morreu em data desconhecida. Foi monja no Convento de Santos, em Lisboa e era conhecida como "A flor de murta"; 
  • Dom António - filho de uma francesa e um dos três "Meninos do Palhavã". Foi doutor em Teologia pela Universidade de Coimbra;
  • Dom Gaspar - filho de Dona Madalena Máxima de Miranda, foi o segundo "Menino do Palhavã". Exerceu o múnus de arcebispo de Braga;
  • Dom José - o mais jovem "Menino do Palhavã" foi doutor em Teologia pela Universidade de Coimbra.

A expressão "meninos de Palhavã" foi denominado pelos filhos bastardos de Dom João V. Dom António, Dom Gaspar e Dom José foram reconhecidos pelo soberano em 1742, sendo publicado apenas em 1752, dois anos após sua morte.

Para quem não sabe: o último feito diplomático no reinado de Dom João V foi o Tratado de Madrid de 1750, que estabeleceu as fronteiras do Brasil. Notamos esse acontecimento nas cidades como Ouro Preto, a capital do distrito do ouro de Minas Gerais. São João Del Rei, nomeado em sua honra; Mariana que recebeu o nome da rainha e São José, a que foi dada o nome do príncipe herdeiro, que hoje é chamada de Tiradentes.


“[...] era senhor de uma vasta cultura, bebida na infância com os Padres Francisco da Cruz, João Seco e Luís Gonzaga, todos da Companhia de Jesus. Falava línguas, conhecia os autores clássicos e modernos, tinha boa cultura literária e científica e amava a música. Para a sua educação teria contribuído a própria mãe, que o educou e aos irmãos nas práticas religiosas e no pendor literário [...] Logo na cerimónia da aclamação se viu o Pendor Régio para a Magnificência. Era novo o cerimonial e de molde a envolver a figura de Dom João V no halo de veneração com que o absolutismo cobria as Realezas.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Quem foi José Bonifácio?

Olá, pessoal! Tudo bem?

Dando continuidade a série da "Independência do Brasil".
Hoje é dia do Bonifácio, o Patriarca da Independência, por ter sido a pessoa decisiva para a Independência do Brasil.


José Bonifácio de Andrada e Silva, nasceu na cidade de Santos (São Paulo).

Foi estadista, naturalista (ciências naturais) e poeta. Assumiu como ministro do Reino e negócios estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. Tornou-se membro de academias científicas de vários países.

Terminou seus estudos preliminares aos 14 anos, sendo levado para São Paulo para estudar francês, lógica, retórica e metafísica, com o Bispo Manuel da Ressurreição.

Em 1783 partiu do Rio de Janeiro para Portugal, sendo matriculado na Universidade de Coimbra, cursando estudos jurídicos, matemática e filosofia natural.

Na Suécia, sua carreira como mineralogista (ciências naturais) brilhou muito, onde descobriu e descreveu doze novos minerais.


Portugal sendo invadido pelas tropas de Napoleão e a ida da Família Real para o Brasil, deu início um movimento clandestino de libertação. José Bonifácio lutou contra os invasores, chegando ao posto de tenente-coronel. 

Em 1819, após 36 anos, volta ao Brasil e é designado para presidir a eleição constituinte na província de São Paulo. 

Quando Dom Pedro I assumiu a regência, foi nomeado para Ministro de Reino e de Estrangeiros. Em apenas 9 meses de Ministério, Bonifácio conseguiu abrir caminhos para a Independência, ocorrendo como o planejado. Depois de dois meses, em decorrência de desentendimentos, Bonifácio pede demissão. No dia 30 de outubro Dom Pedro I o chama de volta e no 1 de dezembro de 1822 Pedrinho é coroado.

José Bonifácio tinha planos para abolir a escravidão, só que os fazendeiros não se agradavam com essa ideia. Acabou sendo vítima de contradição. Por conflitos políticos, foi exilado para o Sul da França.



Em 1824 é declarado inocente por parte de Pedrinho.

Em julho de 1829, volta ao Brasil e é nomeado tutor dos filhos de Pedrinho.

Em 1832 é acusado de conspirador e futuro Pedro II foi tirado de seus cuidados.


Mente republicana:
MONARQUIA OPRESSORA!
NÃO VALORIZA O CIDADÃO COM ESTUDO.
TEM MUITA CORRUPÇÃO!


Corrupção tem em todo lugar.
E atualmente, quem é estudado é valorizado? Pense bem!

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domingo, 6 de setembro de 2015

Quem foi Leopoldina do Brasil? - Independência do Brasil

Olá pessoal, tudo bom?

Começamos com a nossa querida e importante Imperatriz.


Carolina Josefa Leopoldina Fernanda Francisca de Habsburgo-Lorena, nasceu em Viena.

Cresceu no Palácio de Schönbrunn, onde viveu até o dia do seu casamento com Dom Pedro I, que aconteceu no dia 13 de maio de 1817, por procuração.

Partiu para o Brasil no dia 15 de agosto a bordo da nau Dom João VI. Desembarca no Rio de Janeiro dia 05 de novembro.


★ 22 de Janeiro de 1797
 † 11 de Dezembro de 1826





Fiz um post contando a vida pessoal do Dom Pedro I, dá uma olhadinha aqui!


Sua participação na Proclamação da Independência:

13 de Agosto de 1822 - Dom Pedro I passa o poder a Leopoldina, nomeando-a Chefe do Conselho do Estado e Princesa Regente do Brasil, com todos os poderes legais para governar o país durante a sua ausência e partir para São Paulo. Isso foi devido a uma iminência de Guerra Civil que separaria São Paulo do resto do Brasil.

Durante este tempo, Leopoldina recebe notícias de que Portugal estava preparando uma ação contra o Brasil. Sem tempo de esperar Dom Pedro I voltar de São Paulo, Leopoldina foi aconselhada pelo Ministro das Relações Exteriores - o José Bonifácio - e reuniu-se na manhã do dia 02 de Setembro de 1822 com o Conselho do Estado, assinando o decreto da Independência. Este decreto foi oficializado no dia 07 de Setembro, por Dom Pedro I, às margens do Rio Ipiranga.


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Quer saber mais sobre a Independência? Aguarde os próximos dias.
Esta semana está reservada para assuntos ligados a Independência.
Vem muita coisa boa por ai.
Até a próxima! :)

domingo, 26 de julho de 2015

Quem foi o Gaspar?

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje vou apresentá-los a um homem que precisa ser conhecido e inserido na História, principalmente na ocasião da Proclamação da República.

Vou explicar direitinho, vem comigo.



Gaspar da Silveira Martins, nasceu no Cerro Largo (Uruguai), filho de brasileiros com propriedades tanto no Brasil quanto no Uruguai, garantindo assim dupla cidadania.

Formou-se Bacharel em Direito, em 1856, na Faculdade de Direito de São Paulo.

Foi magistrado, político brasileiro e monarquista.


★ 05 de Agosto de 1835
 † 23 de Julho de 1901






  • Ocupou o cargo de juiz municipal (1858-1859);
  • Foi Deputado Provincial (1862-1889);
  • Deputado Geral (1872-1879);
  • Ministro da Fazenda de 13/02/1878 a 08/02/1879);
  • Senador do Império (1880-1889);
  • Em 1885 fundou em Porto Alegre, o jornal "A reforma";
  • Presidente da Província do Rio Grande do Sul (1889);
  • Conselheiro de Estado Extraordinário (1889);
  • Recebeu título de Grão-mestre da Maçonaria 1883.


Gaspar vs Deodoro

Rivais no Amor e na política gaúcha. O triângulo amoroso só foi um 'empurrãozinho' para contribuir com a realização do movimento republicano.

Uma rivalidade, uma viúva que foi o elemento usado para que Deodoro fizesse o que os Republicanos queriam, acabar com a Monarquia e trazer o que chamavam de democracia: a República.

Deodoro, amigo do Imperador, concorda em se juntar na quartelada para depor o gabinete do Visconde de Ouro Preto. Após o ocorrido, Benjamin Constant informa ao Deodoro, o que não era verdade, que Gaspar seria escolhido para suceder Ouro Preto, já que sabiam que Deodoro não aceitaria seu maior inimigo como Primeiro Ministro. Agiu contra seus princípios - em relação ao movimento Republicano - e Proclamou a República para que não acontecesse.


Pós Proclamação

Após a Proclamação da República, foi exilado para a Europa e depois de uma anistia permitida por Deodoro, em 1892, volta para sua terra natal.


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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Quem foi o Duque de Ferro?

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje venho falar sobre o "Duque de Ferro".


"Siga-me os que forem brasileiros".



Para quem não sabe, seu nome era Luís Alves de Lima e Silva - apelidado por "Duque de Ferro" e "O Pacificador".

Nasceu no município Porto da Estrela (atualmente: Duque de Caxias). Foi militar, político e monarquista.

★ 25 de Agosto de 1803
 † 07 de Maio de 1880

"Ele colocou sua espada não apenas ao serviço de um Brasil unido e forte, porém também a um monarca digno e respeitado" - Historiador Heitor Lira.

"Leal e bom amigo" - Dom Pedro II.





  • Aos 5 anos de idade foi alistado como cadete do 1º Regimento de Infantaria do Rio de Janeiro (não significou que ele serviu, apenas honrarias por ser filho de um oficial militar);
  • Em 1811 foi matriculado no Seminário de São Joaquim, mudando em 1837 para Colégio Pedro II;
  • Em 1818 foi aceito na "Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho";
  • Lutou na Guerra da Independência, contra Portugal, em 1823;
  • Lutou na Cisplatina, Balaiada, Revoltas Liberais e Revolução das Farroupilha;
  • Serviu Dom Pedro II como mestre de armas, dando aulas de hipismo e esgrima - com isso, se aproximaram e isso desenvolveu uma amizade de devoção duradora;
  • Em 1851, derrotou a Confederação Argentina, na Guerra do Prata - sob o Comando do Exército;
  • Foi Ministro da Guerra; 
  • Foi Presidente do Conselho de Ministros (primeiro ministro);
  • Liderou as forças brasileiras, mais uma vez, só que na Guerra do Paraguai;

Como recompensa pela Guerra do Paraguai, foi elevado a nobre. De Barão (sem grandezas) até Duque de Caxias, sendo o único durante o Reinado de Dom Pedro II.


Em Janeiro de 1833, aos 29 anos, casou-se com Ana Luísa de Loreto Carneiro Viana, irmã de um amigo oficial. A mãe da noiva foi contra a união, pelo fato da família Lima e Silva ser do "novos-ricos". Jornais ligados aos inimigos da família Lima e Silva, aproveitaram o desacordo e inventaram acusações sérias, como por exemplo, ele ter sequestrado Ana Luísa.


Eles tiveram 3 filhos:

  1. Luísa de Loreto Viana de Lima - 1833;
  2. Ana de Loreto Viana de Lima - 1836;
  3. Luís Alves de Lima e Silva - 1847.





Sua reputação foi ofuscada pela de Manuel Luís Osório - o Marquês do Herval, nos anos seguintes a sua morte e principalmente após a Proclamação da República. A reputação vai crescendo com o tempo. Só passou a ser considerado como uma principal figura militar em 1920.

Em 1923 o Ministério do Exército criou uma celebração anual em sua homenagem, seu nascimento tornou-se "dia do soldado", sendo comemorado em todo o território brasileiro.

Foi oficialmente designado como patrono do Exército no dia 13 de março de 1962 - incorporando o ideal de soldado e sendo a figura mais importante de sua tradição.





Panteão de Caxias - um monumento construído para abrigar seus restos mortais e de sua esposa.

Localizado na Avenida Presidente Vargas, na cidade do Rio de Janeiro.

Foi inaugurado em 1953, em comemoração dos 150 anos do nascimento do Duque de Caxias, tendo seu corpo transladado em solenidade.

Saiba mais clicando aqui!


Recomendo este link, uma das vantagens que a internet nos proporciona. :D

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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Quem foi PEDRO ALCÂNTARA JOÃO CARLOS LEOPOLDO SALVADOR... [continuar lendo]

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje é dia de falar do Pedrinho.
Não estou aqui para falar que ele adorava sorvete de pitanga rs.
Estou aqui para falar de um homem que confundiram e o chamaram de "caipira e analfabeto".
É através dele que tenho uma visão de como tem que ser um governante do nosso país.


Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, nasceu na Cidade do Rio de Janeiro.

Foi o segundo e último soberano no Império do Brasil.

★ 02 de Dezembro de 1825
 † 05 de Dezembro de 1891

Filho do Garanhão com a Imperatriz Leopoldina, sendo o filho mais novo (fica órfão de mãe com apenas um ano de idade).







Cresceu para se tornar um homem com forte senso, não é à toa que transformou o Brasil em uma potência mundial. Não podemos esquecer que ele apoiou com firmeza a abolição da escravatura, que apesar da oposição de conflitos políticos e econômicos, demorou para concretizar.

Com a abdicação de seu pai, Pedrinho fica sob a tutela de José Bonifácio de Andrada (e a camareira-mor, mais tarde Condessa de Belmonte), para que tivesse um bom estudo para se tornar um governante exemplar. Estudou caligrafia, literatura, francês, inglês, dança, alemão, geografia, ciências naturais, pintura, dança, esgrima e equitação.






Aprendeu com o Frei Pedro de Santa Mariana e Souza sobre a doutrina católica e matemática. O Frei às vezes tinha que ir no quarto de Pedrinho apagar a luz, para que ele parasse de ler.

Aprendeu esgrima e hipismo com o Coronel Luís Alves de Lima e Silva (depois nomeado como Duque de Caxias).




Seu reinado foi o mais longo da História brasileira, durando 49 anos.

O Senado aprovou, em julho de 1840, a antecipação da maioridade para que Pedrinho pudesse ser proclamado como Imperador, aos 14 anos.

Para alguns, foi a reafirmação do regime Parlamentar e para as forças armadas, como um golpe parlamentar (da maioridade).



Suposta "Teresa Cristina" para atrair Dom Pedro II

30 de Maio de 1843 - casamento (por procuração) de Dom Pedro II com a Princesa Teresa Cristina de Bourbon-Duas-Sicílias, com quem teve 4 filhos.

Tudo começou com o Barão de Cairu ser o encarregado de procurar uma esposa para o Pedrinho. Muitas casas reais ficaram receosas com a procura, devido a fama que seu pai tinha.

De acordo com o Historiador James McMurtry, a pessoa no retrato não era Teresa Cristina, causando uma desilusão em Pedrinho (com apenas 17 anos) vendo sua esposa diferente do que tinha visto. Já Teresa Cristina, se apaixonou assim que o viu.





Leopoldina e Isabel
  1. Afonso Pedro de Alcântara de Bragança -  o primogênito, herdeiro do trono - falecido aos dois anos de idade, devido aos ataques de epilepsia. Dom Pedro II ficou arrasado, já que na época a próxima herdeira seria Isabel Leopoldina e isso não poderia ser uma sucessão aceita pelos políticos. Havia um temor, também, sobre a saúde de Teresa Cristina, que estava na sua terceira gravidez;
  2.  Isabel Cristina Leopoldina - reconhecida como herdeira de seu pai, após a morte de seus irmãos. Regente durante uma viagem de Pedrinho ao exterior e concretizadora da lei Áurea;
  3.  Leopoldina de Bragança e Bourbon - nome em homenagem a sua avó paterna, renunciou aos seus títulos ao casar-se com Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, sendo Duquesa de Saxe;
  4.  Pedro Afonso - o filho mais novo, que também faleceu enquanto criança. Morte em consequência de uma febre, com apenas um ano de idade.

Acima: primogênito; Abaixo: Leopoldina, Pedro Afonso e Isabel.


Obviamente o estudo que ele teve através de seu tutor Bonifácio de Andrada não parou por ai...

"Nasci para consagrar-me às letras e às ciências ".

Dom Pedro II tinha interesse em antropologia, geografia, geologia, medicina, Direito, estudos religiosos, filosofia, pintura, escultura, teatro, música, química, poesia e tecnologia (não é à toa que se tornou o primeiro brasileiro fotógrafo, ao adquirir uma câmera de daguerreótipo).

Possuía 3 livrarias em São Cristóvão contendo mais de 60 mil livros.

Apaixonado por linguística, sempre estudou novas línguas e era capaz de falar e escrever, como: latim, francês, alemão, inglês, italiano, espanhol, grego, árabe, hebraico, sânscrito, chinês, provençal e tupi.

Criou um laboratório fotográfico em São Cristóvão e outro de química e física, e um observatório astronômico no paço.

O Imperador considerava a educação como de importância nacional e era ele mesmo um exemplo do valor do aprendizado.

"Se não fosse imperador, gostaria de ser um professor. Não conheço nenhuma tarefa mais nobre do que direcionar as jovens mentes e preparar os homens de amanhã".


Pedro II e o Paraguai

Pedrinho partiu para o sul em Julho de 1865, jornada realizada montada a cavalo e por carretas. Chegou na cidade de Uruguaiana, que era ocupada pelo Exército paraguaio, em 11 de setembro.

Enfrentou os paraguaios e os mesmos não os atacaram e para evitar derramamento de sangue, ele ofereceu os termos de rendição ao comandante paraguaio, que os aceitou. Havia uma crença de que a guerra estava próxima do fim e que a rendição de López estaria próxima (Para não ficar muito longo, estou fazendo um post sobre a Guerra do Paraguai).






"O reinado de Pedro II veio a um final incomum — ele foi deposto apesar de altamente apreciado pelo povo e no auge de sua popularidade, e algumas de suas realizações logo foram desfeitas visto que o Brasil deslizou para um longo período de governos fracos, ditaduras e crises constitucionais e econômicas. Os homens que o exilaram logo começaram a enxergá-lo como um modelo para a república brasileira. Algumas décadas após sua morte, sua reputação foi restaurada e seus restos mortais foram trazidos de volta ao Brasil como os de um herói nacional."






Um homem que ignorou o crescente prejuízo político à sua imagem e à monarquia em consequência de seu suporte à dar um fim na escravidão. O Imperador não tinha autoridade constitucional de intervir diretamente e por um fim na escravidão, que para ele era considerado uma vergonha nacional. Por fim, conseguindo atingir seus objetivos, é pesadamente criticado e seu movimento foi condenado como "suicídio nacional". Opositores diziam que a abolição era um desejo pessoal e não desejo da nação.

Na década de 1880 o Brasil continuou a prosperar, lembre-se: éramos uma potência. O republicanismo era um credo elitista que nunca floresceu no Brasil, e que tinha pouco apoio nas províncias. Uma combinação que ameaçava a Monarquia: ideias republicanas e o positivismo entre os oficiais de baixa e média patente no exército, o que levou a indisciplina nas tropas. Eles 'sonhavam' com uma república ditatorial que acreditavam ser superior a monarquia democrática.

Nessa época, Pedrinho estava com a saúde fragilizada e segue conselhos dos médicos de procurar recuperação da Europa e ao saber da abolição da escravatura diz: Demos graças a Deus. Grande povo! Grande povo!

"Retornando ao Rio de Janeiro o país inteiro o recebeu com um entusiasmo jamais visto. Da Capital, das províncias, de todos os lugares, chegaram provas de afeição e veneração".

Chegou o momento, em que os positivistas realizam o golpe de Estado em 15 de novembro de 1889, instituindo a República. As (poucas) pessoas que presenciaram o acontecimento não perceberam que se tratava de uma rebelião.



"Se assim é, será minha aposentadoria. Trabalhei demais e estou cansado. Agora vou descansar". Ele e sua família foram expulsos (de seu próprio país) e partiram para a Europa dia 17 de novembro.



Resumindo esse triste fecho: 3 semanas após a chegada da família real, Teresa Cristina falece e Pedrinho permanece em Paris com quase nenhum recurso (que abriu mão), até o dia de sua morte. Faleceu devido a uma pneumonia.

"É terra de meu país; desejo que seja posta no meu caixão, se eu morrer fora de minha pátria" (O pacote que continha terra de todas as províncias brasileiras foi colocada dentro do caixão).

Até mais!!

domingo, 5 de julho de 2015

Quem foi Nicholas W.?

Olá pessoal. Tudo bem?

Você conhece o Sir Nicholas Winton (Wertheim)? Para quem não sabe, ele foi o britânico que organizou o resgate de 669 crianças (a maioria judias da antiga Checoslováquia), em 1938, antes do início da Segunda Guerra Mundial.


Nascido da cidade Hampstead, em Londres.

Ficou conhecido como "Schindler britânico", em referência ao empresário alemão Oscar Schindler que também salvou a vida de judeus durante a guerra.






Era filho de judeus alemães que trocaram o sobrenome Wertheim por Winton e se converteram ao cristianismo. Durante a Segunda Guerra ele, que tinha apenas 29 anos na época, organizou o Czech Kindertransport – oito trens que partiram da antiga Checoslováquia com destino à Inglaterra, com o objetivo de salvar crianças da ocupação nazista em Praga. Em Londres, Winton encontrava famílias que cuidassem dos pequenos refugiados. Seu feito só se tornou público cinquenta anos depois.

Trem restaurado em 2009, responsável por levar crianças da Tchecoslováquia para a Inglaterra


Recebeu a 'Ordem do Leão Branco' em Praga (República Tcheca) por salvar as crianças do nazismo - em 2014

A história de Winton emergiu apenas em 1988, quando sua esposa encontrou cartas com referência ao período.

Grete e Nicholas Winton - foto do casamento






Eles se casaram em outubro de 1948, tiveram três filhos.



Sir Nicholas Winton manteve seu gesto em silêncio por quase meio século.


★ 19 de Maio de 1909
 † 01 de Julho de 2015








Se algo não é obviamente impossível, então deve haver uma maneira de fazer.



Até mais! :)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Quem foi a Piedosa ?

Olá! Tudo bom ?

Vocês conhecem a Piedosa ? Para quem não sabe, "a Piedosa" é um cognome que foi dado devida sua extrema devoção religiosa à Igreja Católica.

Aos 5 anos de idade

Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança, nascida da cidade de Lisboa, em Portugal. Pertencia a Casa de Bragança.

★ 17 de Dezembro de 1734
 † 20 de Março de 1816

Rainha, Amante da Paz, dedicada em obras sociais - ofereceu asilo aos franceses fugidos durante a Revolução Francesa. Tinha uma devoção incrível pela religião, tanto que quando ladrões jogaram hóstias pelo chão da Igreja, ela decretou 9 dias de luto; adiou compromissos públicos para estar na procissão de penitência, em Lisboa.

Hóstia: termo usado para o pão consagrado.



No dia 06 de março de 1760, Dona Maria se casa com seu tio, Dom Pedro III, realizado no Palácio de Nossa Senhora da Ajuda, em Lisboa. 

Um casamento que resultou de 7 filhos (quatro filhos e três filhas).

  1. Dom José;
  2. Dom João;
  3. Dom João Francisco;
  4. Dom João VI;
  5. Dona Maria Vitória;
  6. Dona Maria Clementina;
  7. Dona Maria Isabel



* Um fato muito interessante *  no livro 1808 - de Laurentino Gomes, menciona que a devoção de Dona Maria pela religião era tão grande, que ela acabou "permitindo" seu filho mais velho, Dom José, morrer de varíola, pois ela proibiu que dessem a vacina para ele. E se Dom José tivesse que viver, Deus quem iria decidir e ciência não poderia interferir. Por causa da religião, a Ciência e a Medicina era atrasadas e praticamente desconhecidas.


No início do seu reinado em Portugal, ficou conhecido como a Viradeira - que era a reação do governo contra o marquês do Pombal, sendo demitido e exilado da corte, por ter tratado a família Távora de uma forma muito brutal.

Este acontecimento brutal ficou conhecido como o Processo dos Távoras, onde pensaram sem ter a confirmação de que isso realmente aconteceu: armar um atentado contra o rei Dom José I. Resultou em execuções públicas de Dom Francisco de Távora, seus filhos: José Maria e Luís Bernardo, e o Brás Romeiro, que foram espancados e depois queimados. Duque de Aveiro, um de seus criados e irmão do criado foram presos e a Marquesa Leonor - esposa de Dom Francisco, decapitada.

Maria I foi considerada incapaz de tomar decisões a partir de 1799 (já viúva e com a perda do seu filho mais velho - herdeiro), sendo assim, Dom João assume o governo de Portugal - príncipe regente e futuro rei. Nos seus episódios de loucura, dizia que via a imagem de seu pai, que morreu em 1777 e que uma legião de fantasmas a tentava derrubar. Pesquisas recentes sugeriram que era vítima de porfíria variegata - sintomas semelhantes aos da esquizofrenia e psicose maníaca depressiva.

"Nunca, em toda a história da humanidade, as monarquias europeias tinham vivido tempos tão turbulentos e atormentados. Foi o período em que reis e rainhas eram perseguidos, destituídos, aprisionado, exilados, deportados ou mesmo executado em praça pública. Em resumo, era uma época em que os monarcas literalmente perdiam a cabeça."  Página 38/39 - 1808 de Laurentino Gomes







Fundou várias instituições, entre elas, Academia Real das Ciências de Lisboa, Real Biblioteca Pública da Corte, Academia Real de Marinha, Casa Pia


"Não corram tanto! Vão pensar que estamos a fugir"
Isso durante a fuga para o Brasil. rs






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Quem foi Rondon ?

Olá pessoal!

Hoje é dia de falar sobre a história do Rondon.

★ 05 de Maio de 1865
 † 19 de Janeiro de 1958


Cândido Mariano da Silva Rondon, nascido da cidade de Mimoso (Mato Grosso), sendo de origem indígena.

Rondon era órfão e criado pelo seu tio e após a morte dele, muda-se para o Rio de Janeiro, para ingressar na Escola Militar, da Praia Vermelha.

Cursou Matemática e Ciências Físicas e Naturais, na Escola Superior da Guerra.


  • Militar
  • Sertanista
  • Abolicionista
  • Republicano


  • Participou com Benjamin Constant das articulações para a Proclamação da República;
  • Dirigiu uma construção telegráfica entre Corumbá e Cuiabá. Alcançando as fronteiras do Paraguai e Bolívia;
  • Realizou expedições com o objetivo de explorar a região Amazônica;
  • De maio de 1913 a maio de 1914 realizou uma expedição com o ex presidente Theodore Roosevelt;
  • Idealizador do Parque Nacional do Xingu;
  • Diretor do Serviço de Proteção ao Índio;
  • Em 1898 torna-se membro da Igreja Positivista
 
Roosevelt (esq.) e Rondon (dir.) - 1913

Cândido Mariano herdou o sobrenome "Rondon" em homenagem ao seu tio, que o criou, Manuel Rodrigues da Silva Rondon. Foi considerado o grande chefe pelos índios silvícolas e recebeu uma homenagem, onde o Territória Guaporé passa a ser chamado, Estado de Rondônia.




Sua esposa





Em 1892, Rondon se casa com Chiquinha Xavier, com quem tem sete filho (um menino e seis meninas).










"Morrer, se for preciso. Matar, nunca". (Rondon, Cândido Mariano da Silva)

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Quem foi Irineu - O Barão ?

Olá, como vão ?

Hoje apresentarei uma pessoa muito importante para a nossa História Brasil-Império, durante o século XIX, o Irineu Evangelista de Souza - e muito conhecido como "O Barão de Mauá" - nascido numa cidade em Arroio Grande, no Rio Grande do Sul, na fronteira com a República do Uruguai.

Irineu perdeu seu pai aos oito anos de idade. Sua mãe casa de novo, e com isso, muda para o Rio de Janeiro acompanhado de seu tio, que era capitão da marinha mercante e com sua esperteza que evoluía aceleradamente.

  • Aos 11 anos de idade já trabalhava como balconista em uma loja de tecidos;
  • No ano de 1830 empregou-se em uma firma de importação de propriedade de Ricardo Carruther, com quem aprendeu inglês, contabilidade e a comercialização. E aos 23 anos tornou-se gerente e não demorou muito, sócio da companhia; 

Barão de Mauá percebeu que o Brasil precisava de capital para investir na industrialização.

  •  Edificou os estaleiros da Companhia Ponta de Areia - em 1846 - a indústria náutica brasileira, que se estabeleceu em Niterói, no Rio de Janeiro;
  • Em menos de um ano possuía a maior indústria do país, contribuindo para o crescimento de empregos, para mais de mil operários. Fabricava: cadeiras para máquinas a vapor, investimentos em engenhos de açúcar, guidastes, prensas, armas e tubos para encanamento de água;
  • Em 1851 construiu uma companhia de gás voltada para a iluminação pública do Rio de Janeiro;
  • Em 1852 ordem para as corporações de navegação a vapor no Rio Grande do Sul e Amazonas.
  • Em 1854 Primeira estrada ferroviária, que ia da Raiz da Serra à cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Quer conhecer um pedaço da História de Petrópolis ? Clique aqui.

  • Em 1854 contribuiu com a fase inicial da primeira estrada ladrilhada do país, que compreendia o trecho de Petrópolis a Juiz de Fora;
Lançamento da Pedra Fundamental da Estrada de Ferro Petrópolis (Mauá). Óleo/tela. Coleção Paulo Geyer Este ato foi realizado na localidade de Fragoso.

  • Tomou parte na construção da Recife and São Francisco Railway Company, da Estrada de Ferro Dom Pedro II e São Paulo Railway;

May
 
Maria Joaquina de Sousa Machado, filha de Guilhermina de Sousa Machado - irmã de Irineu, se muda junto com sua avó para o Rio de Janeiro em 1839. Irineu dá um apelido a sua sobrinha: May - mês em que ela nasceu (Maio em inglês), por quem se apaixona e casa em 1841.

Não era apenas Pedrinho que tinha aquela quantidade toda de filhos; Irineu teve ao todo 18 filhos, sendo que onze nasceram com vida. São eles:
  1. Lísia (1842-1855);
  2. Irineu (1843-1849;
  3. Irineu Evangelista (1851-1915);
  4. Henrique (1852-1929);
  5. Artur (1853-1874);
  6. Maria Carolina (1854-1941);
  7. Ricardo (1856-1884);
  8. Lísia Ricardina (1860-1890);
  9. Hermínia (1862-1868);
  10. Irene (1865-1895);
  11. Alice (1867-1869)
A morte prematura da maioria dos filhos era devido às doenças e a proximidade do parentesco.


Titúlos Nobiliárquicos:
  • Barão de Mauá em 1854;
  • Visconde de Mauá em 1874.

★ 28 de Dezembro de 1813
 † 21 de Outubro de 1889

"O melhor programa econômico de governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem" 







Barão de Mauá foi:

  1. Banqueiro;
  2. Abolicionista;
  3. Armador
  4. Industrial;
  5. Maçom.

Enfim, vou parando por aqui, ainda tem muita informação importante sobre o Barão de Mauá. Indico que assistam o filme "Mauá- o Imperador e o Rei", que infelizmente nunca achei à venda, apenas no YouTube [também em versões legendadas PT/BR :) ].





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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Quem foi Josefina de Beauharnais?

Olá, tudo bem?

Se alguém me perguntar sobre uma pessoa que as pessoas deveriam conhecer, eu diria: Marie Josèphe Rose Tascher de la Pagerie. Antes de falar com quem ela estava ligada, contarei uma pouco sobre a vida dela.

★ 23 de Junho de 1763
 † 29 de Maio de 1814

Nascida em Martinica, em uma Ilha da França, sua família prosperava com as fazendas de cana-de-açúcar, só que com uma série de furacões, pôs um fim nos negócios de seu pai em 1766.

Sua tia Edmée era amante de François Beauharnais, um aristocrata francês, que estava doente e Edmée propôs a sua sobrinha em casamento, Catherine- Désireé, com Alexandre Beauharnais - filho de François. Esta situação era apenas para Edmée herdar a herança de François e erguer sua família, que estava na miséria.

Só que apesar de todas as expectativas, Catherine-Désirée morreu em 1777, antes de sua viagem à França. Quem teve que entrar no lugar dela ? Josefina


Em 1779 Josefina seguiu para a França com seu pai, onde desposou (que foi prometida em casamento) com Alexandre na data de 13 de dezembro de 1779 em uma cerimônia privada em Noisy-le-Grand. O casamento não foi próspero, entretanto, tiveram dois filhos: Eugênio e Hortênsia - ambos apresentarei em breve.




Seu casamento com Alexandre chegou ao fim em 1794 , quando ele foi preso pelo Comitê de Salvação Pública. Alexandre de Beauharnais foi sentenciado a morte e encarou a guilhotina no dia 13 de junho do mesmo ano, na Praça da Revolução.





Josefina, agora viúva, passa a se relacionar com grandes figuras políticas e é neste momento que ela conhece o nosso querido (talvez rs) Gato de Botas. É, quem diria! O General se tornou o Amor de sua vida. Vários políticos ajudaram na união dos dois e Josefina foi muito aceita pela burguesia e bem recebida nas cerimônias quando o acompanhava.

Em janeiro de 1796 foi pedida em casamento e no dia 09 de março do mesmo ano se casaram. Dois dias depois do casamento, seu marido parte para à Itália para liderar o Exército Francês e Josefina manteve-se fiel e amorosa. Só que Josefina acabou tendo um caso com um tenente hussardo (uma classe de cavalaria) e este rumores chegaram até seu marido, que acabou se encantando por Pauline Bellisle - esposa de um oficial subalterno. Após seu caso com o tenente, acredita-se que Josefina não teve mais caso com ninguém, ao contrário de seu marido.

Alguns anos depois, seu marido teve a consciência de que Josefina não poderia mais dar à luz e foi assim que ambos concordaram no divórcio, para que o Gato de Bodas pudesse casar com outra pessoa e ter seu herdeiro. No documento do divórcio foi oficializado no dia 10 de março de 1810 e seu ex-marido não queria perder tempo, no dia seguinte casou-se por procuração com Marie-Louise e mesmo após o divórcio, Josefina manteve contato amigável.

No dia 29 de maio de 1814, falece Josefina, após ser diagnosticada com uma forte pneumonia que provavelmente contraiu do Czar Alexandre I da Rússia, passeando pelo jardim.


Eis um pedaço da carta enviada de seu segundo marido.

“Já não te amo: ao contrário, detesto-te. És uma desgraçada, verdadeiramente perversa, verdadeiramente tola, uma verdadeira Cinderela. Nunca me escreves; não amas o teu marido; sabes quanto prazer tuas cartas dão a ele e ainda assim não podes sequer escrever-lhe meia dúzia de linhas, rabiscadas apressadamente. Que fazes o dia todo, Madame? Que negócio é assim tão importante que te rouba o tempo para escrever ao teu devotado amante? Que afeição abala e põe de lado o amor, o terno e constante amor que lhe prometeste? Quem será esse maravilhoso novo amante que te ocupa todos os momentos, tiraniza seus dias e te impede de dedicar qualquer atenção ao teu esposo? Cuidado, Josefina: alguma bela noite as portas se abrirão e eu surgirei. Na verdade, meu amor, estou preocupado por não receber notícias tuas; escreve-me neste instante quatro páginas plenas daquelas palavras agradáveis que me enchem o coração de emoção e alegria. Espero poder em breve segurar-te em meus braços e cobrir-te com um milhão de beijos, candentes como o sol do Equador."

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terça-feira, 7 de abril de 2015

Quem foi o Gato de Botas ?

Olá, tudo bom ? Você conhece o Napoleão Bonaparte? Para quem não sabe, ele foi um grande personagem na História e como o nosso título, Napoleão tinha o apelido de 'Gato de Botas' porque suas botas eram pretas, sujas e suas pernas curtas e finas.


Este sujeito 'simpático' na imagem ao lado, nasceu em Ajjacio, na Córsega - uma pequena ilha da França, em 1769. Com apenas 10 anos foi enviado à França para uma escola militar e com todos os desafios que encontrou, sempre persistente e determinado, aos 19 anos entrou para a artilharia do exército francês, como Tenente.
 

Com a Revolução Francesa, Bonaparte conseguiu ter a oportunidade de alcançar seus objetivos, sendo aos 27 anos General, saindo vitoriosos em várias batalhas na Itália e Aústria, contra a coalizão formada para combater a revolução e a restauração da Monarquia. A partir deste instante, nasce um homem soberano e superior aos demais e destinado à grandes feitos. Mesmo após ter fracassado com sua campanha de conquista ao Egito, Napoleão continuou persistente em seu trabalho e prestígio entre o povo e no ano de 1799 alcança ao poder como primeiro Cônsul da República Francesa.

Obra de Jacques-Louis David (1748-1825) - pintor oficial de Napoleão
Em 1804 é coroado Imperador da França e com o poder total em suas mãos, estabeleceu uma nova forma de governar e novas leis. Após vencer a batalha da  Rússia, Prússia e Aústria se torna senhor de um extenso império, comparado ao antigo Império Romano, extinto há mais de mil anos.
Não podemos esquecer do Bloqueio Continental que o Napoleão decretou no ano de  1806, que era impedir a abertura dos portos dos países dominados pelo Império Francês a navios da Grã Bretanha (Inglaterra) e Irlanda. Seu objetivo era sufocar suas relações comerciais. O Governo Português se recusava à aderir a este bloqueio devido sua aliança dependente com a Inglaterra e por este motivo Napoleão emitiu um 'aviso', de que Portugal encerrasse suas relações com a Inglaterra ou seria invadido pela tropa Francesa. A Inglaterra ofereceu proteção à Família Real, e forçou o embarque no Brasil. E não podemos esquecer das condições, que era abrir os portos brasileiros para a Inglaterra.

Seu poder entra em decadência ao tentar rivalizar a força marítima da Inglaterra e ao seu maior representante - Almirante Horatio Nelson. Napoleão é mandado para o exílio na ilha da Elba, na Itália mas no ano depois consegue para retornar à França e com o consentimento do povo, volta ao poder no chamado 'Governo dos 100 dias'. As nações europeias decidem combatê-lo novamente e depois dos 100 dias - na batalha de Waterloo - na Bélgica, o imperador é derrotado e enviado agora ao exílio na Ilha de Santa Helena, onde morrerá anos depois.

Sobre sua morte não se tem uma causa real, em 1960 vários cientistas detectaram a presença de arsênico em seu organismo e isso através de seus fios de cabelo. Só que em 2009, um médico dinamarquês cria hipóteses do falecimento: que Napoleão foi vítima de intoxicação renal. Em outros casos falam que ele morreu de câncer de estômago.







★ 15 de Agosto de 1769
 † 05 de Maio de 1821











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