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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Demofascista

Você deve estar se perguntando o porquê desse título um tanto 'pesado'. Chamou sua atenção? Ótimo, era isso que queria. Se você acha que vou ficar falando mal da direita e da esquerda, sinto muito em informar que você está 'retrocedemente' errado (era apenas uma tentativa fail para não dizer totalmente retrocesso, mas vamos deixar esse 'mimimi' pra lá, agora é falar sobre assuntos sérios e importantes, vamos deixar esses detalhes para aproveitar do bom e profundo humor negro).

O dia 28 de outubro de 2018 está marcado na História do nosso país - um momento decisivo para nosso país, para algumas pessoas é bom e para outras ruim.

A palavra democracia tem origem no grego demokratía que é composta por demos (que significa povo) e kratos (que significa poder). Neste sistema político, o poder é exercido pelo povo através do sufrágio universal. A democracia é um regime de governo que pode existir também, no sistema republicano, ou no sistema monárquico, onde há a indicação do primeiro ministro que realmente governa. A democracia tem princípios que protegem a liberdade humana e baseia-se no governo da maioria, associado aos direitos individuais e das minorias.

Vamos lá! Durante todo esse período eleitoral o que mais vi - infelizmente - foi a disseminação do ódio de ambas partes e para dar aquela ajudinha inútil, as fakes news (como podemos chamar: caô). Candidatos que ao invés de determinarem e espalharem seus planos caso seja eleito, só ficava um cutucando o outro com uma vara afiada, porém, com bastante infantilidade, insegurança e um toque de hipocrisia. Estou apenas falando de candidatos? Errado, estou falando de todo aquele que se refere à política. Cidadãos que se nomeiam como os corretos, 100% razão e senso. Pessoas como essas brigaram com todo mundo: amigos, colegas de trabalho, faculdade, estranhos e todo aquele que pensassem diferente (repito todo propositalmente devido a extrema necessidade do uso, já que estava um absurdo).

"Se meu candidato ganhar, ótimo, maravilha. Se ele perder, é pura corrupção e a 'morte' da nossa democracia, nosso país deve ser entregue aos índios".

É, pessoal, isso foi o que eu mais vi depois que o resultado saiu. Não estou defendendo os eleitores do Bolsonaro e nem nada. Apenas refleti após tudo isso que: agora que Bolsonaro ganhou as eleições e assumirá dia 01 de janeiro de 2019, os eleitores que votaram contra (chamado 'Movimento contra Bolsonaro, aka Contra o fascismo') propagam que a democracia foi 'rasgada', demonstrando sem medo e vergonha que não sabem perder, não aceitam serem a minoria.

O mesmo seria caso Haddad ganhasse. Seria extremamente infantil falar que o Bolsonaro não ganhou e a minoria questionar que houve falha na democracia. 

Democracia foi o que aconteceu ontem, queira você ou não. Uma coisa que a população precisa é aprender a lidar com as perdas e ir a luta por melhorias e não falar "quando ele der o primeiro deslize, eu vou gritar EU AVISEI" (devo acrescentar na frase "E vou rir da sua cara?". Tosco né? Mas é algo bem provável de alguém pensar assim).

Volto a dizer: SOU PARCIAL EM RELAÇÃO AOS CANDIDATOS, estou aqui apenas para levantar uma questão da "Democracia vencida pela minoria", o que não existe, democracia é a maioria que vence. 

Reflexão final: ódio nunca levou e nunca levará a nada. Vamos refletir o melhor para o país e não ficar atacando uns aos outros. Vamos lutar dia após dia por um país melhor, mais justa e um dia livre dessa lama que estamos. Violência (todos os tipos), desemprego, inflação, corrupção e preconceito. Precisamos agir e pensar mais como humanos e não como animais brigando para ver que consegue o prêmio de touro do ano. Só finalizo com uma coisa: somos melhores juntos e não se batendo.


Ps: se conter erros, consertarei-os depois, é a pressa inimiga da perfeição.




domingo, 9 de outubro de 2016

Então, você conhece? O haka

Olá pessoal, tudo bem?
Nós sempre mostramos as variadas culturas existentes pelo mundo. Afinal, a cultura é infinita, seja por país, estado/província, cidade.



Assista o vídeo abaixo para quem ainda nunca viu possa conhecer e entender melhor:






O Haka são danças típicas do povo Maori. Geralmente demonstram a paixão, o vigor masculino e a identificação com a raça. É usada tanto para dar boas vindas a visitantes quanto a tribos inimigas.
Segundo o povo Maori, Tama-nui-to-ra, o Deus do Sol, tinha duas mulheres, sendo uma delas Hine-raumati, a virgem do verão (perdendo este estatuto!), da qual nasceu Tane-rore, creditado pela origem da dança. Tane-rore representa o vento nos dias quentes de verão, na dança coreografado com o tremor de mãos.

Atualmente o Haka é conhecido mundialmente pela performance de intimidação no início dos jogos de Rugby da seleção da Nova Zelândia (All Blacks), que costuma antes de seus jogos executar uma haka específica chamada Ka Mate.

Antes da dança, o chefe que conduz a dança grita aos companheiros um refrão de incitamento, coisa que no caso dos All Blacks é feita pelo jogador de sangue maori mais velho, nāo sendo este necessariamente capitāo da equipe. As palavras são utilizadas nāo só para incitar quem está realizando a dança, mas também para recordar-se o comportamento correto durante a mesma. Muitas vezes o tom utilizado para gritar o refrāo é o mesmo utilizado no curso de toda a exibiçāo, ou seja, quanto mais agressivo, feroz e brutal, mais vai incentivar o grupo - e intimidar o adversário.




Particularmente adorei esse aqui:



E viva as culturas!!

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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Grécia Antiga - 4 de 10 - Quebrar pratos

Olá pessoal, tudo bem?
No episódio de hoje falaremos sobre um grande costume lá na Grécia que para alguns é estranho, a tradição de quebrar pratos de gesso.




Uma tradição datada por 4 mil anos que tem vários significados, o mais comum é para afastar os maus espíritos. Atualmente esse ato é considerado ilegal, substituíram os pratos por flores, por causa da quantidade de pessoas que se ferindo com os pedaços quando a festa ficava mais animada.




A cultura é infinita. Enquanto alguns acham esse costume de quebrar pratos algo bizarro, outros acham esquisito tomar banho todos os dias e até mesmo usar guardanapo para comer um sanduíche.

Fiquem atentos! Amanhã tem mais.
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sábado, 9 de julho de 2016

Grécia Antiga - 2 de 10 - Deuses Gregos

Olá pessoal, tudo bom?
Ontem falamos sobre a religião da Grécia Antiga. Hoje apresentaremos os seus deuses.

Zeus- rei de todos os deuses

Senhor do Olimpo, deus do trovão. Irmão de Deméter, Poseidon, Héstia, Hera e Hades [temos uma curiosidade para contar, aguardem o decorrer da série rs].
Seus símbolos são o raio, a águia, o touro e o carvalho.






Atena - sabedoria, guerra, justiça e artes

Ficou conhecida como Minerva pelo voto de desempate que deu quando julgou Orestes juntamente com o povo de Atenas. Orestes matou a mãe para se vingar da morte do pai. Atena deu o voto de Minerva como é conhecido hoje, e declarou Orestes inocente. Clique aqui para saber mais!







Afrodite - amor

Deusa do Amor, da beleza e do sexo. Teve filho com os deuses Hefesto, Ares, Hermes, Apolo.




Ares - guerra 

Deus grego das guerras, da guerra selvagem com sede de sangue, muito violento. Era detestado por vários deuses, inclusive seu pai, o Zeus. Apesar de seu gosto pela guerra e as batalhas, ele não é invencível, perdeu diversas vezes. Ares em suas guerras usava capacete, lança, escudo e uma couraça, também usava uma carroça puxada por quatro cavalos que soltavam fogos pelas narinas.








Hades - mundo dos mortos e do subterrâneo 

Hades dominava o reino dos mortos, um lugar onde só imperava a tristeza. Era um deus quieto e seu eu nome quase nunca era pronunciado, pois tinham medo, para isso usavam outros nomes como o de Plutão. Um deus muito temido, pois no seu mundo sempre havia espaço para as almas.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, Hades não é o deus da morte e sim o da pós-morte, ele comanda as almas depois que as pessoas morrem.







Hera - protetora das mulheres, do casamento e do nascimento

Rainha do Olimpo. Tinha a fama de ser ciumenta com razão, pois Zeus era muito infiel. Hera durante muito tempo não só perseguia as amantes, mas também os filhos que Zeus teve fora do casamento. E sempre foi considerada a deusa protetora das mulheres casadas.






Poseidon - mares e oceano

Homem muito forte, com barbas e sempre representado com seu tridente na mão e as vezes com um golfinho. Sua casa era no fundo do mar e com seu tridente causava maremotos, tremores, além de fazer brotar água do solo.









Eros - amor, paixão

O cupido. Através dele, tudo passava do estado caótico para a condição cósmica, ou seja, ao espaço bem ordenado. É sempre retratado como um garotinho alado, de cabelos louros, com aparência de inocente e travesso que jamais cresceu (que sem dúvida simboliza a eterna juventude do amor profundo). Portando um arco e flecha e até mesmo com uma tocha acesa. Sempre pronto a atingir de forma certeiras suas flechas "envenenadas" com amor e a paixão. Os alvos sempre sendo a região do coração e do fígado.








Héstia - lar

O símbolo desta deusa grega era o fogo de uma lareira. Este fogo sagrado simbolizava a luz e a paz que deveria reinar nos lares gregos. Ela tinha como uma das principais funções mostrar a importância do lar na vida social, política e religiosa na Grécia Antiga.



 









Apolo - luz do Sol, poesia, música, artes, beleza masculina

Um arqueiro de grande habilidade. O seu arco disparava dardos letais que matavam os homens com doenças ou então mortes súbitas. Um deus justo e puro que ajudava doentes e também curava várias doenças através do sono.









Ártemis - caça, castidade, animais selvagens e luz 

Deusa grega ligada à vida selvagem e à caça; mais tarde, também tornou-se associada à lua e à magia. Foi descrita como a melhor caçadora entre deuses e mortais. Arco e flechas são seus companheiros constantes. O cervo, urso e o cipreste foram sagrados para ela.







Deméter - colheita, agricultura 

Era quem nutria a terra. considerada como a protetora do casamento, deusa da gestação e das leis sagradas.











Dionísio - festas, vinho e prazer 

Possuía os conhecimentos e segredos do plantio e colheita da uva. Possuía também os segredos da produção do vinho. Era também associado às festas e atividades relacionadas ao prazer material. Em muitas representações, aparece segurando um cacho de uva ou uma taça de vinho. Quando não aparece nu, está coberto por um manto feito de pele de leopardo ou leão.




 




Hermes - mensageiro dos deuses, protetor dos comerciantes, dos viajantes e dos diplomatas

Era considerado, na Grécia Antiga, o patrono dos diplomatas, dos comerciantes, da ginástica e dos astrônomos. De acordo com os mitos mais antigos, Hermes, em seu primeiro dia de vida, realizou vários feitos: criou a lira (instrumento musical), criou o fogo, os sacrifícios em homenagem aos deuses, etc.Como era patrono da ginástica e da luta, havia estátuas de Hermes espalhadas por vários ginásios da Grécia Antiga.





 




Hefesto - metais, metalurgia, fogo e trabalho.

Deus grego do fogo e também protetor das atividades relacionadas ao metal. Comenta-se que o deus do fogo teria nascido muito feio e com aparência de anão, pois tinha problemas na perna.










Crono - tempo

Na mitologia grega, Cronos era a principal divindade da primeira geração de titãs. Estava relacionado com a agricultura e também o tempo.









 
 

Gaia - planeta Terra 

Deusa primordial, geradora de todos os deuses, a deusa-terra, um dos primeiros elementos que surgiu no despontar da criação, junto com o Ar, Mar e Céu. Ela é a grande mãe: os deuses celestiais foram descendentes de sua união com Uranos (o Céu), os deuses marinhos de sua união com Pontos (o Mar), os Gigantes de sua união com Tártaros (o submundo) e as criaturas mortais foram crescendo ou nascendo de sua matéria terrena.




Hebe - deusa da juventude 

Por ter o privilégio da eterna juventude, representava a donzela consagrada aos trabalhos domésticos. Preparava o banho de Ares, ajudava Hera a atrelar seu carro e servia néctar e ambrosia aos deuses. Um dia, quando executava essa tarefa, caiu numa posição inconveniente. Segundo uma versão, os olímpicos puseram-se a rir sem parar e a jovem, envergonhada, negou-se a continuar servindo-os.








Perséfone - deusa da primavera, das flores e dos frutos.

conhecida como a rainha do mundo infernal, ela ficava vigiando as almas e sabia os segredos das trevas. A deusa da agricultura sempre se preocupava apenas em colher flores, mas foi crescendo e com isso sua beleza foi encantando a todos.







 

  

Éris - deusa da discórdia.

Conta a lenda que Éris provocou a Guerra de Tróia por não ter sido convidada para o casamento de Peleu e Tétis, devido ao seu temperamento difícil. Mesmo assim ela compareceu à cerimônia e lançou sobre os presentes o Pomo da Discórdia, uma maçã dourada que tinha uma inscrição: " dirigida à mais bela das deusas presentes.








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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Grécia Antiga - 1 de 10 - Religião

Olá pessoal, hoje damos início a nossa série sobre a Grécia Antiga. Serão 10 postagens, uma por dia, ao contar pelo o dia de hoje.

Como planejamos falar sobre os deuses gregos é mais viável começar pela religião, para que todos possam entender perfeitamente.

A religião que os gregos seguiam era a politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses, que estes eram imortais e possuíam características humanas, como bondade, maldade, força, egoísmo. De acordo com esse povo, as divindades habitavam o Monte Olimpo, onde se decidiam sobre a vida dos mortais.


Cada entidade representava forças da natureza ou sentimentos humanos.

Zeus - rei de todos os deuses
Atena - sabedoria, guerra, justiça e artes.
Afrodite - amor
Ares - guerra
Hades - mundo dos mortos e do subterrâneo
Hera - protetora das mulheres, do casamento e do nascimento
Poseidon - mares e oceanos
Eros - amor, paixão
Héstia - lar
Apolo - luz do Sol, poesia, música, artes, beleza masculina
Ártemis - caça, castidade, animais selvagens e luz
Deméter - colheita, agricultura
Dionísio - festas, vinho e prazer
Hermes - mensageiro dos deuses, protetor dos comerciantes, dos viajantes e dos diplomatas.
Hefesto - metais, metalurgia, fogo e trabalho.
Crono - tempo
Gaia - planeta Terra
Hebe - deusa da juventude
Perséfone - deusa da primavera, das flores e dos frutos.
Éris - deusa da discórdia.

Fiquem atentos! Amanhã sairá o post sobre os deuses gregos.
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sábado, 11 de junho de 2016

Hoje na História: dia da Marinha do Brasil

Olá pessoal, tudo bem?
Hoje é dia da Marinha do Brasil.

Uma das primeiras batalhas representativas da Marinha Brasileira foi a Batalha Naval do Riachuelo no dia 11 de junho de 1865. A esquadra brasileira comandada pelo Almirante Barroso, combateu durante 8 horas a esquadra paraguaia que foi parcialmente destruída.

Do lado paraguaio, estava no comando da esquadra o comandante Ignacio Meza, que era um dos principais militares do ditador paraguaio Solano Lopez. A vitória do Almirante Barroso trouxe ao Brasil o domínio das comunicações fluviais e pleno controle sobre rios adjacentes, como o Paraná e o Paraguai. Esse controle era importante porque, a um só tempo, limitava as ações do ditador Solano Lopez e garantia ao Brasil um futuro econômico atrelado ao escoamento de produtos por meio dos rios.


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Até mais, pessoal.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Quem foi o Nhô Tonico?

Olá pessoal, tudo bem?
A pedido de um leitor nosso, hoje falaremos sobre o Nhô Tonico, nome que usava em suas dedicatórias.


Antônio Carlos Gomes

Nascido em Campinas, foi compositor de ópera. Aprendeu clarineta, violino e piano.

Sua vida foi bastante marcada pela dor. Perdeu sua mãe quando era pequeno e passou muita necessidade por pertencer a uma família grande (25 irmãos).

Seu pai, que era músico, formou uma banda com seus filhos, e é a partir daí que Carlos Gomes inicia seus passos no universo artístico.

★ 11 de Julho de 1836
 † 16 de Setembro de 1896




Alguns anos depois, Carlos Gomes substitui seu pai na banda, fazendo suas primeiras apresentações em bailes e concertos. Nessa época, Carlos Gomes alternava o tempo entre o trabalho numa alfaiataria costurando calças e paletós, e o aperfeiçoamento dos seus estudos musicais. Aos quinze anos de idade compôs valsas, quadrilhas e polcas (dança oriunda da República Tcheca).

Aos dezoito anos, em 1854, compôs a primeira missa, Missa de São Sebastião, dedicada ao pai e repleta de misticismo. Na execução cantou alguns solos. A emoção que lhe embargava a voz comoveu a todos os presentes, especialmente ao irmão mais velho, que lhe previa os triunfos. Em 1857 compôs a modinha Suspiro d'Alma, com versos do poeta romântico português Almeida Garrett.

Ao completar 23 anos apresentou vários concertos com o pai. Ainda moço, lecionava piano e canto, dedicando-se, sempre, com afinco, ao estudo das óperas, demonstrando preferência por Giuseppe Verdi. Era conhecido também em São Paulo, onde realizava frequentemente concertos e, onde compôs o Hino Acadêmico, ainda hoje cantado pela mocidade da Faculdade de Direito. Aqui recebeu os mais amplos estímulos e todos, sem discrepância, apontavam-lhe o rumo da Corte, em cujo conservatório poderia aperfeiçoar-se. Todavia, Carlos Gomes não podia viajar porque não tinha recursos.

Principais composições:

  • A noite do Castelo (1861)
  • Joana de Flandres (1863)
  • O Guarani (1870)
  • Fosca (1873)
  • O Escravo (1889)
  • Condor (1891)
  • Colombo (1892)


Sua primeira ópera foi no dia 4 de setembro de 1861, no Teatro da Ópera Nacional, A Noite do Castelo. O primeiro trabalho de fôlego de Antônio Carlos Gomes, baseado na obra de Antônio Feliciano de Castilho. Constituiu uma grande revelação e um êxito sem precedentes, nos meios musicais do País. Carlos Gomes foi levado para casa em triunfo por uma entusiástica multidão, que o aclamava sem cessar, o Imperador também entusiasmado com o sucesso do jovem compositor, agraciou-o com a Imperial Ordem da Rosa.

Carlos Gomes conquistou logo a Corte. Tornou-se uma figura querida e popular. Seus cabelos compridos eram motivo de comentários, e até ele ria das piadas. Certa vez, viu um anúncio, que fora emendado: de "Tônico para cabelos", fizeram "Tonico, apara os cabelos!". Virou-se para seu inseparável amigo Salvador de Mendonça e disse, sorrindo: - Será comigo?


Foi presenteado por Dom Pedro II com uma bolsa de estudos em Milão, na Itália, em 1863, onde se formou com o diploma de maestro três anos mais tarde. Ganha projeção internacional ao apresentar no Teatro Scala de Milão a ópera O Guarani (1870), baseada no romance de José de Alencar. É condecorado pelo nosso Imperador com a Ordem da Rosa, a comenda máxima do Império. No ano seguinte casa-se com a italiana Adelina Peri, com quem teve uma união conturbada, tiveram cinco filhos, três morreram prematuramente.

Com a morte de Mário, um dos filhos do casal, o compositor entrou em profunda depressão e mudou-se para Gênova. "Mário, subindo ao céu, aos cinco anos, me deixou na terra infeliz para toda a vida", escreveu o músico.

Em 1866, recebeu Carlos Gomes, de novo no Brasil, uma justa consagração na Bahia, onde, a pedido do grande pianista português, Artur Napoleão, compôs o Hino a Camões, para o Quarto Centenário Camoniano, executado simultaneamente ali e na Corte, com grande sucesso.

De volta à Itália, compôs a grande ópera Lo Schiavo, que entretanto, por vários motivos, não pôde ser representada ali. Foi levada à cena, pela primeira vez, em 27 de setembro de 1887, no Rio de Janeiro, em homenagem à Princesa Isabel, a Redentora, com esplêndido sucesso. Interessante dizer que a abertura desta ópera, Alvorada, foi composta na Ilha de Paquetá, no Município do Rio de Janeiro, onde se encontra um busto de Carlos Gomes, pouco conhecido.



Em 3 de fevereiro de 1891, outra vez na Itália, Carlos Gomes estreia, no Scala de Milão, a ópera Condor, com grande êxito, pois, nessa peça, apresentara uma nova forma, muito mais próxima do recitativo moderno.

O tumor maligno na língua e garganta que o levaria ao túmulo, nessa época, fazia-o sofrer dolorosamente. Todavia, as desilusões, as decepções, a ingratidão de seus compatriotas e as dores físicas ainda não lhe haviam quebrado a resistência. Ainda estava à espera de sua nomeação para o cargo de diretor do Conservatório de Música, no Brasil. Nesse tempo foi proclamada a República, e seu grande amigo e protetor, Dom Pedro II, é exilado, com grande mágoa de Carlos Gomes. Compôs, ainda, Colombo em 1892, um poema sinfônico.

Finalmente, após tanto sofrimento, chegou-lhe um convite. Lauro Sodré, então governador do Pará, pediu-lhe para organizar e dirigir o Conservatório daquele Estado. Carlos Gomes volta para a Itália, a fim de pôr em ordem suas coisas, despedir-se dos filhos e reunir elementos para uma obra grandiosa que, apesar de seu estado, sempre mais grave, ainda conseguiu realizar. Amigos aconselharam-no a fazer uma estação em Salso Maggiore, mas ele desejava partir, quanto antes, para sua pátria. Chegou a Lisboa, por estrada de ferro, e recebeu comovedora homenagem. A 8 de abril de 1895, nessa mesma cidade, sofre a primeira intervenção cirúrgica na língua, sem resultados animadores. Embarca, no vapor Óbidos, para o Brasil. De passagem por Funchal, tem o prazer de reabraçar seu velho amigo André Rebouças, ali exilado.

No dia 11 de julho, data de seu aniversário, as homenagens tributadas ao compositor davam a medida da afetividade que inspirava. Em vários pontos da cidade ouviam-se os acordes da protofonia de O Guarani, e os jornais alimentavam a dor pública com o relatório constante do agravamento do estado geral do compositor. Estava montado o cenário onde aconteceria a representação final do pathos do artista genial, do brasileiro ilustre, do consagrado testa di leone (cabeça de leão, devido à farta cabeleira), como algumas publicações italianas o chamavam. Cercado por autoridades e amigos, com o governador Lauro Sodré à cabeceira, Carlos Gomes morreu às 22 horas e 20 minutos de 16 de setembro de 1896. Seu corpo foi embalsamado, fotografado e, em seguida, exposto à visitação pública, cercado de flores e objetos como partituras e instrumentos, bem de acordo com a idealizada "morte bela" do Romantismo.


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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Quem foi Quitéria?

Olá pessoal, tudo bem?
Hoje falaremos sobre uma pessoa importante na nossa História, que muitas vezes ignoramos e não lemos só pela simples falta de conhecimento/divulgação. A heroína da Independência.

Maria Quitéria de Jesus Medeiros

Nasceu na cidade de Feira de Santana, foi a primeira mulher a assentar praça numa unidade militar das Forças Armadas Brasileiras, durante o Império Brasileiro. Primeira a entrar em combate pelo Brasil, em 1823, nas Guerras da Independência do Brasil.

Baiana, filha de portugueses nascidos no Brasil (época Colonial). Perdeu a mãe aos dez anos de idade.

Quitéria sabia montar, caçar e usar armas de fogos, que eram os conhecimentos essenciais naquela época.

No início das agitações contra o domínio de Portugal, Quitéria foi transferida em 1822 para Salvador com as tropas portuguesas.


★ 27 de Julho de 1792
 † 21 de Agosto de 1853





Quitéria defendia ativamente o movimento pró-independência da Bahia, enviando emissários a toda a Província em busca de adesões, recursos e voluntários para formação de um "Exército Libertador".

Tendo o velho Gonçalo, Maria Quitéria pediu-lhe autorização para se alistar. Sendo o pedido negado pelo pai, Maria Quitéria fugiu, dirigindo-se à casa de sua meia-irmã, Teresa Maria, casada com José Cordeiro de Medeiros, e, com o auxílio de ambos, cortou os cabelos. Vestindo-se como um homem, dirigiu-se à vila de Cachoeira, onde alistou-se no Regimento de Artilharia sob o nome de Medeiros, ali permanecendo até ser descoberta pelo pai, duas semanas mais tarde.

Defendida pelo Major José Antônio da Silva Castro (avô do poeta Castro Alves), comandante do Batalhão dos Voluntários do Príncipe (popularmente apelidado de "Batalhão dos Periquitos", devido aos punhos e gola de cor verde de seu uniforme), em virtude de sua facilidade no manejo das armas e de sua reconhecida disciplina militar, foi incorporada a esta tropa. Seu uniforme, foi acrescentado um saiote à escocesa.

No dia 29 de outubro seguiu com o seu Batalhão para participar da defesa da Ilha de Maré e, logo depois, para Conceição, Pituba e Itapoã, integrando a Primeira Divisão de Direita. Em fevereiro de 1823, participou com bravura do combate da Pituba, quando atacou uma trincheira inimiga, onde fez vários prisioneiros portugueses (dois, segundo alguns autores), escoltando-os, sozinha, ao acampamento.

Em 31 de março, no posto de Cadete, recebeu, por ordem do Conselho Interino da Província, uma espada e seus acessórios.

Finalmente, em 2 de julho de 1823, quando o "Exército Libertador" entrou em triunfo na cidade do Salvador, Maria Quitéria foi saudada e homenageada pela população em festa. O governo da Província dera-lhe o direito de portar espada, e, na condição de Cadete, envergava uniforme de cor azul, com saiote por ela elaborado, além de capacete com penacho.

"Querendo conceder a D. Maria Quitéria de Jesus o distintivo que assinala os Serviços Militares que com denodo raro, entre as mais do seu sexo, prestara à Causa da Independência deste Império, na porfiosa restauração da Capital da Bahia, hei de permitir-lhe o uso da insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro". General Pedro Labatut

Foi promovida a alferes. Aproveitou o momento durante a condecoração da Imperial Ordem do Cruzeiro, pedindo pessoalmente ao Imperador que enviasse uma carta ao pai dela pedindo que a perdoasse por sua desobediência. Após seu pai a perdoar, casou-se com o lavrador Gabriel Pereira de Brito, com quem teve uma filha, Luísa Maria da Conceição. Mudou-se depois com a filha para Salvador, onde morreu quase cega.


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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Quem foi o Conde de Mota Maia?

Olá pessoal, tudo bem?
Então, vocês o conhece? Deixe lhe apresentá-los!

Cláudio Velho da Mota Maia


Nasceu na cidade de Itaguaí, no Rio de Janeiro. Foi médico e professor

Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1875, recebeu do Governo Imperial uma bolsa para se formar na Faculdade de Medicina em Paris.

Foi professor de Medicina Operatória na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro; de Anatomia Topográfica, Operações e aparelho, também professor de e também de Anatomia e fisiologia na Academia de Belas Artes.

Foi um dos encarregados da reforma do ensino de medicina, em 1878, que adotou o modelo germânico em substituição ao francês, propondo o ensino prático e livre, favorecendo o ensino farmacêutico.


No dia 04 de maio de 1880 foi nomeado médico da Casa Imperial.



Foi amigo fiel de Dom Pedro II, que após a Proclamação, os acompanhou em exílio (Dom Pedro II e sua família) permanecendo até o dia da morte do Imperador, em Paris.

Família imperial a bordo do Gironde, em 1887. Acervo: Museu Imperial


Barão em 06 de fevereiro de 1886
Visconde em 20 de junho de 1887
Conde em 08 de agosto de 1888


Curiosidades sobre Cláudio:
  • Breves apontamentos para o estudo do ensino médico em Paris, 1876 
  • Contribuição para o estudo dos progressos da histologia na França, 1877
  • Estudo sobre o ensino médico na Áustria e Alemanha, 1877
  • Memória histórica da faculdade de medicina do Rio de Janeiro, relativa ao ano letivo de 1878, 1878
  • Note sur la structure et la signification morphologique des glandes estomacales de la cistule, 1876
  • Ovariotomia; Febre intermintentebiliosa dos países inter-tropicais; Morte real e morte aparente; 1866
  • Tratamento cirúrgico do estrangulamento intestinal interno; 1871
  • Patrono da cadeira 22 na Academia Nacional de Medicina.

 
★ 14 de abril de 1843
 † 07 de novembro de 1897


"Lamentavelmente poucos avaliam a importância deste grande brasileiro, profissional competente, de invulgar inteligência, com o coração cheio de amor e fidelidade para com o Imperador e sua família."


E as pessoas ainda insistem em dizer que Monarquia é retrocesso, o Governo Imperial investir nos cidadãos para que tenham estudo é um baita atraso de vida, não é mesmo? (só que não).





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Quem foi o Príncipe da Beira?

Olá pessoal, tudo bem?
Visitei, recentemente, o Museu Imperial em Petrópolis - aqui no Rio de Janeiro. Conversando e caminhando por aquele belíssimo museu, deparei-me com a pintura do Príncipe da Beira e isso me alertou de que eu deveria falar sobre ele.


José Francisco Xavier de Paula Domingo António Agostinho Anastácio de Bragança ou José, Príncipe do Brasil.

Nascido no Palácio da Ajuda, em Lisboa. Foi titulado como Príncipe da Beira por ser avô materno assim que nasceu.

Foi educado por tutores com a indicação de seu avô Dom José I.

No dia 21 de fevereiro de 1777, casou com sua tia materna, a infanta Maria Francisca de Bragança. Nessa época José tinha 15 anos e sua tia, trinta anos. Um casamento sem filhos.

Três dias após seu casamento, seu avô Dom José I falece e sua mãe D. Maria I (ou Maria louca) assume ao trono. Com isso, José se torna o novo príncipe herdeiro da coroa, ou seja, passou a ser o Príncipe do Brasil.




Teve os seguintes títulos:

8º Príncipe do Brasil
2º Príncipe da Beira
14º Duque de Bragança
8º Duque de Barcelos
13º Marquês de Vila Viçosa
21º Conde de Barcelos
18º Conde de Ourém
15º Conde de Arraiolos
15º Conde de Neiva


Infelizmente José falece muito novo e é este o ponto que acho 'interessante' para ser divulgado para as pessoas.

O Príncipe da Beira faleceu por causa da varíola, só que isso poderia ter sido evitado se a mãe permitisse que os médicos lhe aplicassem a vacina. Porém, D Maria I não aceitou nenhum intervenção da ciência, dizia que se Deus quisesse que seu filho morresse, que ninguém devia interferir na vontade divina. Seu corpo está sepultado no Panteão dos Braganças, em Vicente de Fora - Lisboa.

Sendo assim, o novo herdeiro do trono é Dom João VI...


Calma, gente, tem mais! Em breve postaremos sobre o medroso João VI.
Enquanto não fica pronto, faça um 'tour' pelo nosso blog.

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sexta-feira, 4 de março de 2016

Quem foi Dionísia Gonçalves?

Olá pessoal, tudo bem?
Depois de ficar semanas fazendo o texto que postei ontem, sobre as coisas ruins do Brasil, volto com as postagens Históricas.

A pedido, falarei a sobre a poetisa, escritora e educadora. Ela que abriu caminho para o feminismo no Brasil.



Dionísia Gonçalves Pinto, mais conhecida por seu pseudônimo Nísia Floresta Brasileira Augusta, nascida em Papari, no Rio Grande do Norte. Filha de um português com uma Brasileira. Dionísia incorporou para seu nome artístico o lugar onde nasceu (a fazenda Floresta) e uma lembrança de seu segundo marido, Manuel Augusto de Faria Rocha, pai de sua filha, Lívia Augusta.






  • Seus primeiros passos na literatura foi a publicação de uma série de artigos sobre a condição feminina em um jornal pernambucano. 
  • Dirigiu um colégio para meninas.
  • Com o advento da Guerra dos Farrapos, Nísia se muda para o Rio de Janeiro, onde dirige os colégios Brasil e Augusto, reconhecidos pelo alto nível de ensino
  • Em 1849, leva a filha, que se acidentou gravemente, para a Europa, fixando-se em Paris. Em 1853, publicou Opúsculo Humanitário, uma coleção de artigos sobre a emancipação feminina.
  • Esteve de volta ao Brasil entre 1872 e 1875, mas pouco se sabe de sua vida nesse período. Em 1878, publica seu último trabalho: Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques.

Nísia faleceu em 1885 de pneumonia, aos 75 anos, na França. Seus restos mortais só foram trazidos ao Brasil quase 70 anos depois, em 1954, e foram enterrados no sítio onde nascera, na cidade que fora rebatizada de Nísia Floresta logo após a sua morte.

Apesar da grande importância histórica e cultural de sua obra, Nísia Floresta é pouco conhecida. “Infelizmente, a falta de divulgação da obra de Nísia tem sido responsável pelo enorme desconhecimento de sua vida singular e de seus livros considerados de grande valor”, diz Veríssimo de Melo em seu livro sobre personalidades da Academia Norte-Riograndense de Letras.


Aqui sob esta abóbada

Aqui sob o zimbório, onde um santo viveu,
Eu scismo sobre o nada... E a lama entristeceu...
E vem-me ao coração, assim, desilludido,
Santa recordação do meu filho querido...
A lembrança dos meus é orvalho enluarado
Suavizando o calor do meu peito abrazado.
Da vida no espinhal, de minha mãe a imagem
É perfume de flor, é verde de ramagem...
Branca e doce visão aos pés do altar pendida,
Intercedendo aos céos pela filha dorida,
Que chora de amargor, ante o vício e o peccado,
Enquanto escuta da alma um som nunca estudado...
Brando e divino som, que ao coração me vem
Como resteas do sol, como um sopro do Bem...
Seria a tua prece, ó mãe, o teu cicio
Que em mim repercutindo, eu sinto que allivio?
Deus fazendo vibrar seraphica oração,
Harmonia do céo, dentro do coração?
Ó mãe, esposo e pae, ó trindade primeira,
Que eu recordo, entre o crepe e a flor da laranjeira,
Como estrellas brilhando em rosários de luz,
Um clarão derramai aos pés da minha Cruz!...

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Hoje na História: o Magnânimo

Olá pessoal, tudo bem?

01 de janeiro de 1707 - data da coroação de Dom João V, reinando até a sua morte.

Quem foi?


João Francisco António José Bento Bernardo de Bragança, o Magnânimo, foi vigésimo-quarto Rei de Portugal.

Seu reinado durou 43 anos, época mais rica da Historia para Portugal, que marcou a descoberta do ouro no Brasil.

Seu reinado foi marcado pela Guerra da Sucessão Espanhola
e a Batalha de Matapão.




★ 26 de Outubro de 1689
 † 31 de Julho de 1750





09 de Junho de 1708 -  casou-se com Maria Ana de Aústria, com quem teve 6 filhos.

  • Dona Maria Bárbara de Bragança - casou com o Príncipe de Astúrias - Dom Fernando - que subiu o trono de Espanha como Fernanda VI;
  • Dom Pedro - falecido aos 2 anos de idade;
  • Dom José I - que sucedeu ao trono de Dom João V;
  • Dom Carlos - título de infante;
  • Dom Pedro III de Portugal - casou-se com "A Piedosa";
  • Dom Alexandre - falecido aos 5 anos de idade;

Dom João V também teve filhos fora do casamento:

  • Dona Maria Rita - filha com Dona Luísa Clara de Portugal, que nasceu e morreu em data desconhecida. Foi monja no Convento de Santos, em Lisboa e era conhecida como "A flor de murta"; 
  • Dom António - filho de uma francesa e um dos três "Meninos do Palhavã". Foi doutor em Teologia pela Universidade de Coimbra;
  • Dom Gaspar - filho de Dona Madalena Máxima de Miranda, foi o segundo "Menino do Palhavã". Exerceu o múnus de arcebispo de Braga;
  • Dom José - o mais jovem "Menino do Palhavã" foi doutor em Teologia pela Universidade de Coimbra.

A expressão "meninos de Palhavã" foi denominado pelos filhos bastardos de Dom João V. Dom António, Dom Gaspar e Dom José foram reconhecidos pelo soberano em 1742, sendo publicado apenas em 1752, dois anos após sua morte.

Para quem não sabe: o último feito diplomático no reinado de Dom João V foi o Tratado de Madrid de 1750, que estabeleceu as fronteiras do Brasil. Notamos esse acontecimento nas cidades como Ouro Preto, a capital do distrito do ouro de Minas Gerais. São João Del Rei, nomeado em sua honra; Mariana que recebeu o nome da rainha e São José, a que foi dada o nome do príncipe herdeiro, que hoje é chamada de Tiradentes.


“[...] era senhor de uma vasta cultura, bebida na infância com os Padres Francisco da Cruz, João Seco e Luís Gonzaga, todos da Companhia de Jesus. Falava línguas, conhecia os autores clássicos e modernos, tinha boa cultura literária e científica e amava a música. Para a sua educação teria contribuído a própria mãe, que o educou e aos irmãos nas práticas religiosas e no pendor literário [...] Logo na cerimónia da aclamação se viu o Pendor Régio para a Magnificência. Era novo o cerimonial e de molde a envolver a figura de Dom João V no halo de veneração com que o absolutismo cobria as Realezas.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Enquanto não tem post novo...

Olá pessoal, tudo bem?
Quanto tempo rs

Conheçam a real História sobre a bandeira no nosso país.
No dia 19 de novembro - dia da bandeira - falaremos sobre as bandeiras do nosso Brasil.


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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Então, você conhece? #20 - A cobra vai fumar!

Olá pessoal, tudo bem?
No "você conhece?" de hoje, iremos falar sobre uma frase bem comum no Programa do Ratinho.

É uma expressão popular que começou a ser usada na Segunda Guerra Mundial. Quando se falou em Guerra Mundial, nenhum brasileiro acreditou que o Brasil entraria na Guerra e alguns começaram a falar que era mais fácil uma cobra fumar cachimbo do que o Brasil entrar na Guerra.

"É mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Guerra." Getúlio Vargas 



Este foi o símbolo do Brasil usou: uma cobra fumando um cachimbo.

Lema da FEB: a cobra está fumando!


O significado da frase "a cobra vai fumar" é algo impossível de acontecer; acontecendo, sofrerá sérios problemas.

Quando o contingente da FEB embarcou para a Itália, o povo começou a usar "A cobra vai fumar", no sentido de que o Brasil enfrentaria sérios problemas.





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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O que foi Conde de Linhares?

Olá pessoal, tudo bem?
Hoje falaremos sobre o Conde de Linhares.

Para quem não sabe: 'Conde de Linhares' era um título nobiliárquico de Portugal, que foi criado duas vezes em tempos bem diferentes.


Primeira criação - século 16

Foi criado no dia 20 de Outubro de 1525 por carta de Dom João II de Portugal para Antônio de Noronha, o primeiro Conde de Linhares.

Linhagem: Noronha
  1. D. Antônio de Noronha, 1º Conde de Linhares;
  2. D. Francisco de Noronha, 2º Conde de Linhares;
  3. D. Fernando de Noronha, 3º Conde de Linhares;
  4. D. Miguel de Noronha, 4º Conde de Linhares.


Segunda criação - século 19

Após a transferência da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro, a Rainha Maria I de Portugal [A Piedosa] atribuiu novamente o título de Conde de Linhares por carta, no dia 17 de Novembro de 1808, ao estadista Rodrigo de Sousa Coutinho.

Linhagem: Sousa Coutinho
  1. D. Rodrigo de Sousa Coutinho;
  2. D. Vitório Maria Francisco de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa;
  3. D. Rodrigo de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa;
  4. D. Fernando de Sousa Coutinho;
  5. D. Nuno de Sousa Coutinho;
  6. D Carlos de Sousa Coutinho, não casou;
  7. D. Nuno de Sousa Coutinho, sobrinho do antecessor e neto do 5º Conde;
  8. D. João Antônio de Sousa Coutinho, irmão do antecessor e neto do 5º Conde;
  9. D. Maria Isabel Carvalhosa de Sousa Coutinho.


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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Quem foi José Bonifácio?

Olá, pessoal! Tudo bem?

Dando continuidade a série da "Independência do Brasil".
Hoje é dia do Bonifácio, o Patriarca da Independência, por ter sido a pessoa decisiva para a Independência do Brasil.


José Bonifácio de Andrada e Silva, nasceu na cidade de Santos (São Paulo).

Foi estadista, naturalista (ciências naturais) e poeta. Assumiu como ministro do Reino e negócios estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. Tornou-se membro de academias científicas de vários países.

Terminou seus estudos preliminares aos 14 anos, sendo levado para São Paulo para estudar francês, lógica, retórica e metafísica, com o Bispo Manuel da Ressurreição.

Em 1783 partiu do Rio de Janeiro para Portugal, sendo matriculado na Universidade de Coimbra, cursando estudos jurídicos, matemática e filosofia natural.

Na Suécia, sua carreira como mineralogista (ciências naturais) brilhou muito, onde descobriu e descreveu doze novos minerais.


Portugal sendo invadido pelas tropas de Napoleão e a ida da Família Real para o Brasil, deu início um movimento clandestino de libertação. José Bonifácio lutou contra os invasores, chegando ao posto de tenente-coronel. 

Em 1819, após 36 anos, volta ao Brasil e é designado para presidir a eleição constituinte na província de São Paulo. 

Quando Dom Pedro I assumiu a regência, foi nomeado para Ministro de Reino e de Estrangeiros. Em apenas 9 meses de Ministério, Bonifácio conseguiu abrir caminhos para a Independência, ocorrendo como o planejado. Depois de dois meses, em decorrência de desentendimentos, Bonifácio pede demissão. No dia 30 de outubro Dom Pedro I o chama de volta e no 1 de dezembro de 1822 Pedrinho é coroado.

José Bonifácio tinha planos para abolir a escravidão, só que os fazendeiros não se agradavam com essa ideia. Acabou sendo vítima de contradição. Por conflitos políticos, foi exilado para o Sul da França.



Em 1824 é declarado inocente por parte de Pedrinho.

Em julho de 1829, volta ao Brasil e é nomeado tutor dos filhos de Pedrinho.

Em 1832 é acusado de conspirador e futuro Pedro II foi tirado de seus cuidados.


Mente republicana:
MONARQUIA OPRESSORA!
NÃO VALORIZA O CIDADÃO COM ESTUDO.
TEM MUITA CORRUPÇÃO!


Corrupção tem em todo lugar.
E atualmente, quem é estudado é valorizado? Pense bem!

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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Hoje na História - Independência do Brasil

Olá pessoal, tudo bom?

Hoje é um dia memorável!
Para quem não sabe, dia 07 de setembro de 1822 era Proclamada a Independência do Brasil.
Antes de continuar sua leitura eu recomendo a postagem de ontem. Só clicar aqui!

"INDEPENDÊNCIA OU MORTE!"


A partir dessa data Brasil deixa de ser colônia de Portugal.

Agora, treta treta!!!
Antes de julgarem porque é o Laurentino, deixo claro que explicarei PORQUE uso as fontes dele como provas.



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domingo, 6 de setembro de 2015

Quem foi Leopoldina do Brasil? - Independência do Brasil

Olá pessoal, tudo bom?

Começamos com a nossa querida e importante Imperatriz.


Carolina Josefa Leopoldina Fernanda Francisca de Habsburgo-Lorena, nasceu em Viena.

Cresceu no Palácio de Schönbrunn, onde viveu até o dia do seu casamento com Dom Pedro I, que aconteceu no dia 13 de maio de 1817, por procuração.

Partiu para o Brasil no dia 15 de agosto a bordo da nau Dom João VI. Desembarca no Rio de Janeiro dia 05 de novembro.


★ 22 de Janeiro de 1797
 † 11 de Dezembro de 1826





Fiz um post contando a vida pessoal do Dom Pedro I, dá uma olhadinha aqui!


Sua participação na Proclamação da Independência:

13 de Agosto de 1822 - Dom Pedro I passa o poder a Leopoldina, nomeando-a Chefe do Conselho do Estado e Princesa Regente do Brasil, com todos os poderes legais para governar o país durante a sua ausência e partir para São Paulo. Isso foi devido a uma iminência de Guerra Civil que separaria São Paulo do resto do Brasil.

Durante este tempo, Leopoldina recebe notícias de que Portugal estava preparando uma ação contra o Brasil. Sem tempo de esperar Dom Pedro I voltar de São Paulo, Leopoldina foi aconselhada pelo Ministro das Relações Exteriores - o José Bonifácio - e reuniu-se na manhã do dia 02 de Setembro de 1822 com o Conselho do Estado, assinando o decreto da Independência. Este decreto foi oficializado no dia 07 de Setembro, por Dom Pedro I, às margens do Rio Ipiranga.


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Quer saber mais sobre a Independência? Aguarde os próximos dias.
Esta semana está reservada para assuntos ligados a Independência.
Vem muita coisa boa por ai.
Até a próxima! :)

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Conheça um pouco sobre 'ULA ULA'

ALOHA! Como vão? [coloquei 'ULA ULA' para não ficar tão na cara rs]
Hoje falaremos um pouco sobre o Havaí, que é um território dos Estados Unidos.
Vamos conhecer um pouquinho sobre o Havaí? :)


No dia 21 de agosto de 1959 é Proclamado o 50º Estado dos Estados Unidos, pelo Presidente Dwight Eisenhower.

Localizado no Oceano Pacífico, o Reino do Havaí - de 1797 a 1893 - sendo uma Monarquia Absoluta até 1840 e Monarquia Constitucional após 1840.

Explorador, navegador e cartógrafo inglês


Você sabia que o comandante James Cook deu ao Havaí o nome de "Ilha Sanduíche" [Sandwich Islands] ao descobrir as ilhas em 18 de janeiro de 1778 - em honra para seus patrocinadores, John Montagu e 4º Conde de Sandwich - Primeiro Lord Almirantado da Marinha Real Britânica- esse nome caiu em desuso.






  1. Originalmente, aloha era usada exclusivamente como uma demonstração de afeto, mas ao longo dos anos tornou-se o nosso “olá” e “tchau”. De qualquer forma, a essência da palavra demonstra algumas características do povo havaiano, como a amizade, hospitalidade e cordialidade;
  2. Barack Obama é o único Presidente nascido no Estado do Havaí;
  3. Havaí é considerado o Estado mais isolado em relação ao resto do país e sua economia é baseada no turismo. Sua maior cidade é Honolulu.


Ua mau ke ea o ka ʻāina i ka pono 
A vida da terra é perpetuada na justiça

Até mais!

domingo, 9 de agosto de 2015

Travessa do Comércio - Rio de Janeiro 3 de 10

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje venho falar sobre um local bem interessante da Cidade Maravilhosa, que mesmo com seus problemas, podemos encontrar lugares ricos em História, desconhecidos ou esquecidos.
Eu particularmente adoro passar por esse lugar e sentir aquelas paradinhas de que pessoas importantes passaram por lá e que permanece, mesmo que sendo ignorado ou não. Sim, sou dessas (pouquíssimas) pessoas que se derretem por causa de um lugar e não por causa do calor do Sol (ok, parei rs).

Para quem não conhece, a Travessa do Comércio fica localizada na Praça Quinze de Novembro, próximo ao Paço Imperial - local onde a família real era alojada.

Queria fazer uma filmagem-tour para vocês conhecerem e entenderem a minha fixação por este lugar, só que não é possível.

Arco do Teles

O prédio que fica sobre o Arco foi construído em 1743, na mesma época da construção do Edifício dos Governadores, que viria a se chamar "Paço Imperial". Foi projetada pelo engenheiro militar José Alpoim, assim como também o Paço Imperial.

O Arco do Teles é uma passagem da Praça 15 para a Travessa do Comércio, em direção a Rua da Lapa dos Mercadores. O Arco é obra do Engenheiro Brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim.

Esse edifício pertencia a família Teles de Meneses, por isso o nome.






Casa da Carmen Miranda

Casa em que morava a "Pequena Notável" antes de se tornar um sucesso internacional. Local onde sua mãe usava como pensão.

Essa semana eu fiz um post sobre a dona daquele sotaque afiadíssimo. Veja aqui!

Na foto: Carmen (esquerda) e sua irmã.







Não posso esquecer de mencionar que este foi um dos primeiros locais a receberem iluminação à gás, projeto do Barão de Mauá. Para quem ainda não leu, super recomendo dar uma olhadinha no post já feito sobre o Mauá.


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